12 de dez de 2010

Sonhos




Em doces sonhos escrevi essa história, e sempre me perguntava por que eu nunca poderia acompanhar os seus sonhos, sendo doces ou não. Não gosto de coisas amargas, azedas, que acabam deixando certo sabor estranho na boca, gosto de coisas doces, mas também não muito doce, como o mel. Mas eu ainda escrevo esses sonhos, esses doces sonhos em linhas pequenas, em linhas talvez amargas, para que possa ter a transformação e assim, viraríamos um só. Nada de eu e você, mas sim, nós. Desde começo, até o fim. Ultimamente tenho pensando em você sim, mais do que antes talvez. Talvez porque a chance de eu ser feliz no amor e escolher sempre o proibido para mim é maior.
A chance de amar de novo foi embora, não vejo mais o menino, e se eu converso por ele, por algum meio de comunicação, é vazio. Tenho pensando em voltar a conversar com você, em te contar tudo que houve nesse tempo e até mesmo confessar tudo.
Eu não penso em você com tristeza, muito menos com raiva. Eu não te julgo e no fundo, eu entendo perfeitamente cada passo, cada história, cada farsa desse conto, mas eu prefiro não aceitar, eu prefiro sentir que no fundo a história que acredito é a versão original e que não houve cópias. E às vezes, uma lágrima desce em meu rosto. Quando assisto algum filme em que o final é incrivelmente o oposto ao esperado. Quando não há final feliz algum. Sinto vontade de chorar, porque aí eu lembro que o amor, muitas vezes, não dá certo para aqueles que desejam sentir esse amor. E nossa, como eu desejei sentir apenas uma parte desse seu amor. Como eu desejei ao menos, saber que você sim, pensava em mim em noites, em dias, a todo tempo.
Sim, é loucura. Tenho uma vida inteira pela frente. Hoje, a história é essa. Amanhã, para aqueles que têm o coração ferido promete a esperança e a renovação. Amanhã, para aqueles que foram deixados, promete algo triste, acreditam que o amanhã não é renovação, o amanhã para essas pessoas é triste. O meu amanhã eu não sei, tenho coração ferido e muitas cargas sobre ele.
Tenho sonhos doces, mas tenho sonhos tristes e vazios. Não agüento mais contar esse conto, não agüento mais o olhar de dó as pessoas por cima de mim, não agüento mais te procurar em outras pessoas, não agüento mais sentir esse amor.
Mas e daí? Criando ou não essa fama de ilusão, eu pago um preço caro. Eu pago um preço que não sei o valor. Eu pago sim. E dane-se. Mesmo assim, continuo sendo feliz e às vezes triste, como qualquer outra menina que tem dezessete. Continuo alegrando as pessoas, contando algumas histórias malucas que eu sei. Continuo inventando alguns dias para sobreviver em um mundo que é caótico. E assim, se completa o trigésimo nono dia. E sinto que o assunto sobre esse sentimento ainda me acompanhará muito.
Porque no fim das contas, todo mundo tem alguns sonhos doces e alguns sonhos azedos, mas que de azedo, ficou triste. Então, que se sonhe, que se apaixone, e que se puder me ganhe.

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