27 de jun de 2011

Menininho



Seus olhos são lindos e tem um misto de sentimentos dentro deles. Seu sorriso é misterioso mas é conquistador. Suas palavras são monossílabas. Apenas frases incompletas e algumas complexas – para deixar certo mistério no ar – E fui me esquecendo dia após dia, precisava esquecer de sua voz que me trazia um conforto fora de sério, e por mais que eu tentasse prender meus pensamentos, aos poucos fui deixando de lado o que a vida queria de nós e fui enfrentando apenas o que ela queria de mim. Aos poucos, fui deixando a minha grande brincadeirinha de lado. Esqueci de nós, esqueci de toda merda, esqueci do mundo e suas grandes futilidades.  Você era lindo, e eu sempre quis por perto. E a vida me mostrou que isso era impossível, a vida me mostrou que eu precisava viver longe de tudo isso.
Minha fantasia acabou, o sonho foi dilacerando, e eu preferi ficar quietinha.  Tenho medo dos meus pensamentos, tenho medo do que eu posso fazer. Sei que sou capaz, sei até mesmo que posso viver muito bem sem você – Esse tempo todo longe só me fez ter consciência disso – Sou uma menina complicada, difícil de lidar, e até mesmo, grossa. Sou uma menina que chora por filme, por amor mal resolvido, por propaganda fofinha. Mas sou uma adulta, sou uma adulta na hora que tenho que resolver o que eu quero da vida. Sei que quero que essa saudade triste passe logo. Não agüento mais ser triste e ver todos ao meu redor assim também.
Você me entende menininho? Aí menininho, eu sinto tanta a sua falta. Sei que por mais errada que eu fosse, você estava ao meu lado. Sei que por onde andava, sabia que sempre volta. Mas sabe menininho, fiquei pensando nessas coisas que a vida nos leva. A vida nos leva a cada dia, dia após dia alguém vai embora, alguns sentem, alguns querem ir embora de qualquer maneira e outros só querem dormir. Eu não sei qual é o meu tipo. Sou a que quer embora mas não quer abandonar. Sim, é estranho eu falar isso já que sempre achei mais fácil abandonar algo do que ser abandonada. Sempre gostei de ir embora, mas nunca gostei que ninguém me obrigasse a isso.
Odeio ser obrigada, odeio fazer algo que simplesmente não quero.
Menininho, sempre gostei também do seu jeito protetor. Não sei, o seu jeito de “Dane-se o mundo, porque hoje eu vou cuidar de você” Sempre me agradou muito. Acho que foi aí que comecei a me apaixonar. Depois de tanto tempo fui aprendendo a viver sem o seu jeito de me ver e ver o mundo. Aos poucos, fui deixando você de lado, menininho. Não quero que sinta raiva de mim por isso, saiba que gostei muito de você, mas há um pequeno problema – sei que você não gostou de mim da mesma forma – E isso me deixou triste, porque havia pensado que ainda mesmo com toda conturbação você poderia me amar um pouquinho só.  Foi difícil seguir em frente, foi difícil ter que ser louca para não ser a simplesmente a apaixonada, foi difícil até mesmo ter que ir entregar meus sonhos nas mãos de outro homem. Foi mais difícil do que eu pensei, foi mais difícil que o planejado, mas já consigo me ver em outras situações. Sabe menininho, gostar de você me fez bem. Gostar de você me fez sonhar, me fez acreditar no futuro, nessas coisas paranormais, nessas coisas que não fazem sentido mas que ainda assim continuo insistindo. Queria poder fugir disso tudo, juro que queria, mas algo muito mais forte me leva para o passado e me faz sentir mal. Tento escrever sobre você para não começar a escrever sobre morte. Ela me anda rondando muito e sempre tento resistir, mas tenho medo que ela possa me vencer de vez.
Tenho medo que meus sonhos sejam jogados no lixo, tenho medo que eu me torne um lixo. Tenho tanto medo, menininho. Tenho alguns medos sim mas nada estranhos ou perversos. Tenho medo que nunca mais te encontre, tenho medo de me tornar uma memória boba, sinto medo.
Sei que talvez você possa pensar em mim. Sei que talvez sinta minha falta, mas talvez possa apenas se lembrar como mais uma nesse seu mundinho. Não sei, as memórias vão falhando. Pouco consigo me lembrar de sua voz ou do seu perfume. Pouco consigo me lembrar do seu sorriso. Talvez aconteça o mesmo com você. Não posso julgar. Não posso escrever para que você me ame pelas minhas palavras. Mas se você soubesse que esse texto é para você, qual seria a sua reação? Sei que jamais farei nada igual para outro. Sei que tenho facilidade sobre escrever-sobre-um-amor-que-me-deixou. E você me deixou. Você me mandou embora. Você não me quis mais por perto, menininho. Não imagina o quão difícil isso é para mim. É difícil assimilar a idéia que dia após dia me tornarei seu passado. É difícil ver outra menina te fazendo feliz. É difícil seguir minha vida em paz. Não consigo estar em paz.   Você quis que eu fosse embora e eu fui. Fui embora com o coração na mão e querendo voltar. Fui embora sim, e continuarei indo embora cada vez mais até que um dia, tudo isso acabe de vez. Continuarei indo embora até que meu coração pare de vez, ou até mesmo quando minha voz não falará no outro lado do telefone. Tudo bem, tudo isso pode ser meloso demais. Mas escrever sobre você foi a única forma que encontrei para que pudesse se tornar algo vivo dentro de mim, já que tudo anda muito morto por aqui.



Ps: Tenho tido momentos ruins, por isso, não ando escrevendo muito.

25 de jun de 2011

O espelho




Depois de muito tempo fui me analisando, olhei fixamente para o espelho e eu já não sei quem mais sou. Tenho dez quilos a menos quando comecei a escrever, olheiras profundas, lágrimas querendo descer, e maquiagem borrada. Continuei me olhando no espelho fixamente e tentei adivinhar os fatores que aconteceram para que ele pudesse me ver longe. Não sou horrorosa, sou até bonitinha – quando estou em perfeito estado, sem olheiras ou maquiagem borrada – Continuei me examinando e vi o corte no pescoço, não fundo, apenas um cortezinho como se um gato me arranhasse ou como qualquer coisa assim. Continuei por um bom tempo pensando no que eu havia me transformado, ou até mesmo, no que eu era verdadeiramente e que só agora revelou-se.  Dez quilos a menos, um sorriso torto mas que possa mostrar a segurança de dizer que está tudo bem – mesmo sabendo que não há nada bem aqui – Sou automática, quando me perguntam se estou bem logo respondo e sorrio, para que a pessoa possa acreditar nisso. Sou uma ótima atriz, tenho cada vez mais certeza disso.
Sobraram os restos. Restos de sonhos e amores, de risadas e de abraços compulsivos. Sobrou um corte na garganta, sobrou a pena das pessoas e o olhar surpreendente de todos. Mostrei ao mundo uma menina que ninguém havia conhecido. Mostrei ao mundo uma menina que eu nem sabia que existia dentro de mim. Uma menina liberal, fácil, simpática e sorridente. Uma menina que tem cabelos loiros tingidos, sorriso fraco, e um jeito fácil de lidar. Não há complicação, não há negação, é apenas sim. Eu apenas digo sim. Virei algo totalmente fora do meu padrão. Me tornei algo que só Deus sabe, e eu não faço questão de descobrir, porque é melhor assim. Continuei parada e fui olhando cada espaço que há do meu corpo, meus braços magros, com alguns músculos salientes – faço academia ainda – E minha cor quase transparente, há séculos que eu não sei o que é ficar bronzeada, e não faço questão alguma disso. Tentei pensar que tudo estava bem e que já havia superado essa coisa interminável que há dentro de mim. Não consigo controlar. Quando dou por mim, estou sozinha, em desespero, pedindo para que tudo acabe rapidamente.
Lembrei de quando eu tinha dez, doze anos, e eu queria me tornar uma adulta. Tenho quase dezoito anos, uma quase-adulta e mal sei o que eu quero da vida. Pensei que quando ficasse mais velha tudo seria melhor, mas ao contrário disso tudo, não melhorou. Lembro de quando tinha oito anos e falava que iria para São Paulo morar com o cara que eu tenho uma enorme paixão e que hoje já não está mais aqui, e que pena, ele faleceu nos dias dos pais. O meu pai idealizado resolveu me deixar no dia que eu escolhi para ele. Triste não é? Pois é. Lembrei de quando meus sonhos eram fáceis, e quando eu era apenas uma menina, que ainda assim, milhares de vezes queria desistir de tudo. Meus sonhos não são levados a sério, eu não me levo a sério e assim, ninguém também me leva. E eu nunca fui o exemplo de nada. Na verdade, nunca quis ser o exemplo de nada e ninguém. Sempre achei um porre ser exemplo de alguma coisa. Me idealizaram como a menina boazinha e descobriram que isso não tinha nada a vê comigo. Sempre soube que não nasci para ser boazinha mas preferi que os outros pudessem descobrir isso. Sempre achei um porre essas meninas que são sempre legais, são sempre animadas, são sempre sorridentes. Eu não sou assim, nunca fiz questão de ser. Nem sempre eu estou sorrido. Mas é engraçado que de primeira impressão o mundo adora me julgar : Chatinha, mimadinha, enjoadinha. Mas vocês que me julgam, só tenho algo para dizer : Vocês não sabem o tamanho da dor que carrego dentro de mim, eu não sou chatinha, não sou mimada, e nem enjoada. Não tenho nojo de inseto, tenho pose de forte, eu sou durona.
E fui saindo de frente ao espelho, fui me sentando ao chão. Com uma vontade enorme de chorar, com uma vontade enorme de mandar o mundo para a puta que pariu. Mas aí respirei fundo, olhei para o espelho novamente e pensei que estava passando e que eu agüentaria até o fim. Acho que essa minha mania de tentar melhoras as coisas comigo mesma funciona. E mais uma vez olhei para o espelho e disse : Calma Layla, você vai superar essa dor, como já superou todas as outras, e continuará superando os futuros tropeços que vão acontecer. 

23 de jun de 2011

Losing Grip

 Para ouvir : Losing Grip - Avril Lavinge


Por trás do meu sorriso carrego meus pensamentos, frases e suas falas. Por trás dessas cartas há um cara que existiu verdadeiramente. Por trás de toda essa história há mentiras, verdades, e opiniões. Por trás de cada coisa existe algum sentimento. E aí, de vez em quando me lembro de tudo que aconteceu ou de tudo que deixou de acontecer. Várias palavras poderiam ser evitadas e outras deveriam ser faladas por mim ou por você. Assumo : Não tenho tido tempo para ficar sofrendo por você, outras coisas me sugam. E quero que saiba que a minha crise não foi pela falta do seu amor, foi uma junção de fatos e isso me deixou a beira da loucura. Uma lâmina na minha frente e um choro desesperado. Resultado final : Três cortes pelo pescoço e um olhar de dó pelas pessoas por mim. Isso é apenas um capítulo que preciso deixar para trás, preciso voltar ao meu foco. Qual era o foco? Oras, esquecer o passado. Fiquei um bom tempo olhando sua foto enquanto me acalmava. Não tinha feito aquilo por você, tenho a consciência disso. E aí me veio uma saudade quase constrangedora, uma vontade absurda de voltar atrás, de ignorar tudo que aconteceu. Uma vontade absurda de invadir seu mundo, de ligar, de pedir “caro-amigo-por-favor-me-ajude” ou até mesmo, implorar para que você me acalmasse, porque tudo aquilo andava difícil demais.
Não sei mais se te esquecerei, antes estava motivada nisso. Mas com a minha falta de interesse no mundo, veio essa vontade de deixar tudo como está. Antes, queria porque queria, queria te esquecer mesmo que eu fosse abalar toda minha vida, hoje, já não tenho mais certeza disso. Todo mundo me ajuda nessa história de reclamar-por-você-nunca-ter-me-amado. Existe até mesmo um novo homem que pode me deixar abalada a qualquer momento, porque eu sei, que ele não tem nada igual a você mas ainda assim, consegue me deixar toda boba. É outra história chegando e eu preciso me desapegar dessa. Eu preciso seguir em frente e deixar esse amontoado de reclamações para lá. É horrível quando alguém me vê e diz que não me reconhece. Não sei no que me transformei. Vale tudo para esquecer essa história? Não, acho que não vale tudo para esquecer nada e nem ninguém.  Não acredito em destino, acredito nas escolhas que todos os dias nós fazemos. Eu escolhi escrever enquanto você vai embora cada vez mais rápido. Você escolheu seguir minha vida e encontrar uma nova garota – que possa até mesmo ter a mesma cor dos meus olhos ou até mesmo ter minha mania de escrever sobre tudo e todos – Não sei se você tentou me substituir nesse tempo todo, mas eu ao contrário de você, deixo tudo claro.
Tentei inúmeras vezes te substituir, tento até mesmo começar um texto sobre um outro cara – nada tão importante assim – mas nunca consigo colocar uma vírgula. Nenhum amor dura muito tempo comigo. Acho que pelo fato de me importar tanto sobre o que você foi e o que será, que deixei de viver realmente a minha vida para viver algo totalmente confuso.  Você tem olhos profundos e sei que há tantos segredos atrás deles. Eu deixei de ser apenas a sua menina para me tornar apenas uma menina qualquer, deixei de ser sua lembrança de verão e seu draminha preferido. Quem escolheu dar um fim nisso tudo foi somente eu, então, vou levar as conseqüências para o resto da vida. Mas sei que não estou errada, por mais que possa parecer isso.
O incômodo dentro de mim é enorme. Vontade de jogar tudo para o alto e gritar um foda-se. A crise passou. O dia nasceu e o sol estava lá fora e fui correndo para o jardim. Me vi sendo invadia por aquela luz e um calor que imaginei como se fosse um abraço de todos aqueles que me deixaram um dia. Não sei aonde foi parar minha coragem, nem minha persistência. Não sei aonde foi que me enfiei, tudo anda sombrio e corro atrás do sol : Eu preciso sobreviver e sei que posso fazer isso. Não posso mais te ligar, na verdade, nem quero. Não vou correr desesperadamente para o seu lado esperando que possa me receber de braços abertos – isso tão romântico para nós, que até me esqueço que somos tão opostos a isso – Nunca seremos um casal de verdade, brigamos tanto para isso que não daríamos tão certo. Essa pontinha de realidade renascendo dentro de mim talvez possa mostrar que nada está perdido. Está tão complicado se tornar algo que não quer. Não quero me aparentar bem resolvida, feliz, pacífica, sendo que não há nada assim dentro de mim : Não sou bem resolvida, não estou feliz e sou um caos em pessoa.
Queria mesmo era que você pudesse me amar mesmo com esses fatores que existem em mim. Queria te reencontrar, não com obrigação de tocar, mas queria te ver nem que fosse só de longe. Mesmo que fosse o último adeus que você possa me dar. Sei que você não quer me ver do jeito que estou, então, por isso, tento melhorar dia após dia. Preciso viver para poder te encontrar. Preciso viver para poder demonstrar que sou feliz para que você possa voltar para mim.
Engano meu, eu sei. Se você quiser, você vai voltar mesmo eu sendo morena, loira ou ruiva. Sei que há uma longa estrada para percorrer e sei que não vou me cansar tão fácil. Sei que quero percorrer essa estrada, porque é a chance que tudo melhore e é a chance para que eu te encontrei no meio do acaso. Não sei o que será de mim, não sei o que você pensará quando ler esse texto, mas quero que saiba que não importa em qual lugar esteja : viva ou morta, casada ou solteira, eu sempre vou te querer, e guarde isso, meu coração é teu e eu sou tua. 


22 de jun de 2011

Desespero



Sempre fui a animada, a falante, a louquinha que dizia o que pensava. Mas no meu momento de fraqueza tudo aconteceu. Perdi todos a minha volta – Todos foram embora sem ao menos dizer o que estava acontecendo. E aí me vi sozinha. Fui deixando de lado, desisti de tudo, dos meus sonhos, da minha fé e do meu potencial de consolar as pessoas. Fui ficando sem saco para os problemas. Não me preocupo mais com a minha aparência, deixei de me maquiar, e quero mostrar o que me transformei. Fiz um corte dolorido em meu pescoço, mas por algo incrivelmente forte, não acertei o lugar certo. Foi cruel, fiz isso chorando. Olha que ironia, a louquinha feliz tentando suicidar. Isso é meio do contra, não é? Pois é, a louquinha feliz já não é feliz, muito menos, louca. Sou sensata. Não tenho medo da morte, não tenho medo da dor, não tenho vergonha de chorar. Tenho um amor enorme dentro de mim, mas simplesmente abafo o caso. Você não me quer por perto, e está tudo bem. É bem melhor que continue longe, não quero que meu fracasso te atinja. Quem me vê, não sabe o que eu penso. Posso ficar calada, mas meu cérebro trabalha muito – Não consigo parar de pensar – Penso em morte constantemente, desejo em silêncio nunca mais viver. Eu sou apenas uma menina que quer desistir de tudo.
Ninguém imagina mas não tenho potencial algum. Não quero briga com a morte.  Quero voltar correndo para casa, quero voltar correndo para minha cama, e ficar escondidinha de tudo e todos, tenho vontade de nunca mais acordar, nunca mais me levantar, nunca mais ser feliz. Sou depressiva, sou dramática, mas além de tudo isso, sou uma menina de dezessete anos e que não vê futuro algum pela frente. Não tenho mais sonhos. Não acredito em destino, acredito em escolhas. Escrever isso me faz parecer fraca mas quero que guardem isso : Eu não sou covarde, muito menos, fraca. Eu enfrento o mundo mesmo, não deixo de lado, nem sempre perdôo, não ignoro. Eu grito, eu falo alto. Eu bebo, danço, canto e faço piadinhas. Sou uma menina.
Me sinto surrada, fracassada e aflita. Tenho essas crises de vez em quando, e não é nada fácil mostrar sempre a apaixonada durante o blog. Eu o amo, mas não foi por ele que tentei acabar com tudo, jamais acabaria minha vida por culpa dele. Não quero provar algo para ninguém. Chega uma hora que cansa e eu cansei. Por isso, venho loucamente escrever esse texto sem fundamento. Sou sobrevivente, e sou vítima de caos. E meu pescoço está doendo pelo corte que eu fiz, mas há uma dor muito mais forte em mim : A dor de não acreditar nada. Essa dor arde muito mais que qualquer uma outra.
Não quero parecer dramática, não quero que falem comigo como se eu fosse uma suicida-que-a-qualquer-momento-possa-cortar-de-vez-o-pescoço, só quero que entendam que eu não estou bem. Não me matarei, mamãe – Se isso te preocupa – Só foi um dia ruim, como todos os dias ruins, mas dessa vez, não suportei a dor. Mas logo estarei melhor, e tentarei ficar melhor por mim, e por todos aqueles que me querem ver bem. 

19 de jun de 2011

Need You


Eu? Precisar de você? Nunca. Nunquinha. Jamais. Never. Eu precisar do seu sorriso? Tudo bem, eu preciso nos dias chatos, nos dias terrivelmente difíceis. Precisar de você aqui? Tudo bem, assumo : Eu preciso de você aqui.
Me sentia muito triste por saber que já não era mais eu – na verdade, nunca fora – A única coisa que conseguia me fazer chora era a bendita falta de amor que existia entre nós. Era o amor que eu sentia e um abismo enorme, nos separando cada vez mais. Esse mesmo abismo fez com que nos tornássemos o que somos hoje. Eu queria ter sido a mulher que seria consagrada para ser a mãe de seus filhos e de seus sonhos. Queria ter sido o teu sonho de verão, ou tua melhor esperança. Queria ter me transformado no que você queria que eu fosse mas não consegui e assim, caímos. Assim, tudo se acabou aos poucos. Pensei que poderíamos voltar a nos falar – não com a obrigação de dizer que nos amávamos – mas apenas com aquela obrigação de dizer que tudo estava em paz, e que a cada dia tudo estava melhorando ou até mesmo piorando. Comecei a me infiltrar em outros sentimentos, quis entender as pessoas, e seus sentimentos loucos. Mas tudo isso me fez com que eu conseguisse superar dia após dia essa dor inflamada dentro de mim. Parece que me toquei que não sou a única que sofre e que existem dores mais coerentes e mais fortes que as minhas. Desejei nunca mais te ver, desejei nunca mais falar seu nome e nunca mais sonhar com tua presença horripilante mas tudo isso continua sendo tão em vão. Continuei desejando sentir sua presença, quis te ver e sonhei contigo.
Hoje, olho para sua foto e só consigo pensar no quanto te amei e o quanto te quis por perto. A única coisa que vem em minha cabeça quando falo seu nome é tudo que poderia ser e que não chegou nem ao menos a se formar. Fomos interrompidos num processo de desenvolvimento de algum tipo de relacionamento, algum tipo de relacionamento que mereceu um grande motivo para ser a minha enorme dor que me atinge constantemente. Quis nunca mais dizer seu nome, quis nunca mais olhar sua foto, quis nunca mais desejar ser sua todas as noites, mas fui vencida por algo maior que todas esses pedidos. Eu sabia que te amava e por isso tudo fazia um puta sentido. Claro, tudo teria que ser você. Se você me achasse linda, eu também me achava, não importei muito com as opiniões dos outros, mas tinha que ser você, não importa o que fosse. Eu sei que precisava levar minha vida para frente, mas se eu pudesse corria até você e pediria infinitamente para que não me deixasse novamente. Queria apenas te falar que esse sofrimento me deixou sem esperança, me transformou em algo que não sei o que é exatamente, mas sei que existe. Uma saudade enlouquecedora. Um ódio absurdo. Uma vontade absurda de nunca mais existir. É assim que começa a deixar?   Você tem olhos profundos, um sorriso de lado – como se escondesse algo do mundo – suas meninas são lindas e seu mundo é chato. Tudo isso não passou de uma grande dor de cotovelo, eu queria que você me amasse mas ao mesmo tempo, gostaria muito que você se lembrasse de mim e sentisse uma pontinha de saudade enlouquecedora. Eu queria ser a sua escolhida, não importa o que fosse. Mas queria que fosse eu. Um abismo enorme nos separando. Entre a razão e a porra do coração. Entre a sanidade e a loucura. Entre ele ou você. E eu escolhi você. Vou continuando a escolher e vou continuar me cansando dessa loucura. Você não imagina mas toda esse excesso de amor me cansou. Continuarei cansada até não sei por quanto tempo. Se não foi por amor, foi pela dor, foi pela falta, foi por tudo que poderia haver dentro de mim.
Olhei várias vezes para o celular esperando que ele tocasse e que fosse você. Olhei várias vezes minha caixa de e-mail esperando um aviso seu. Olhei várias vezes para aquele menino que insistia em dizer que me amava desejando que fosse você. Cheguei a humildade, esqueci aquele orgulho fatal, e sei que preciso desse amor para continuar sobrevivendo nesses dias que não fazem qualquer sentido.
Se foi ou não por amor, não sei. Mas sei que não houve nada em troca. Se não foi por amor, foi por quê? Todas as vezes acho que melhorei, que estou bem melhor sem você, que poderia finalmente ser uma mulher bem resolvida, percebo que te amo, percebo que te quero por perto e que meus sonhos foram em cima de você, apenas você. Mas aí descubro que você é pequeno demais, fraco demais e que eu não deveria ter te amado, não desejaria ter te conhecido se isso acontecesse dessa forma. Queria muito evitar e seguir em frente mas algo muito forte me faz voltar, algo muito maior que eu, acho que é o amor. O amor me faz voltar todas as vezes no mesmo lugar na esperança que volte, mas sei que é apenas uma vontade. Eu sei que por mais que eu queria, por mais que eu precise disso, você não voltará tão cedo. Need you. Para ontem, para depois, para sempre. Preciso de você ao meu lado para lembrar o que o mundo tem de melhor. Preciso que me faça sonhar. Preciso de você para continuar tendo uma fé absurda, mas sei que apesar de tudo, continuarei vivendo mesmo precisando de você, mesmo querendo por perto, mesmo te amando em segredo. 

Para ouvir : Need You Now - Adele 


16 de jun de 2011

Take it All




Gostaria que você chegasse a me amar, desesperadamente ou delicadamente. Tanto faz. Peço para que você aprenda a dar valor, peço para que você aprenda a lidar com essas faltas, peço para que você sofra quando souber que fui embora realmente. No fundo, não quero que sofra. Quero te ver lindo, independente, do jeito que te conheci. Mas é preciso te odiar para não ficar sussurrando sua história para todos os homens que possam chegar perto de mim. Sei que alguém pensa em mim, sei que alguém me ama escondidamente, só não sei quem é. Deixei para trás meus pequenos sonhos – aqueles sem fundamentos, entende? – Você estava no meio e eu resolvi colocá-lo dentro de uma caixinha de espera. Não sei o que acontecerá com a gente, tudo anda confuso e eu me sinto tão perdida como sempre.  Não dou espaço para que ninguém se aproxime. Meu modo de entrar em contato – quando vejo que a pessoa já afetou meu estado emocional, começo a me afastar – Mas sei que quando começo a gostar de alguém, logo tenho a consciência que tudo acabará, porque o amor que havia dentro de mim por você, sempre fala mais alto, praticamente, esse amor grita dentro de mim e diz constantemente o quanto eu queria te ter, o quanto nós dois formaríamos um casal tão bonitinho, tão fofinho, tão invejável.
É tanta falta dentro de mim que me sinto toda esburacada. É muita gente indo embora sem ao menos me dar satisfação. Não queria que me deixassem, evito entrar em contato comigo. Sou apaixonada pelo silêncio, mas adoro gritar. Parei um pouco de escrever, vou te abandonando de uma maneira direta que até os desconhecidos podem notar. Cansei de ser a louquinha que é apaixonada, dolorida e santinha. Cansei de ser a louquinha que grita demais, fala demais, canta demais e ama demais. Quero amar de menos, sofrer de menos, viver menos.  Eu andava pelo mundo e sabia que voltando para casa, você estaria lá, me esperando. Sabia que por mais festas que iria, eu receberia sua ligação. Por mais homens que eu me entregava, era em você que acabava pensando.
Sempre volto a te amar, por mais caras bonitos que eu posso conhecer, por mais textos alternativos que posso tentar criar. Sempre voltarei a te amar de um jeito desesperador, porque naturalmente sou desesperada. Eu sei, eu te amo, te amo de um jeito dolorido, bonitinho, fofinho e triste. Tudo isso acaba sendo tão triste, e que ingenuidade minha pensando que tudo seria diferente, que nós voltaríamos a ser o que sempre fomos – Jamais voltaremos a ser o que fomos – Poderemos sim, conversar, contar as novidades, mas jamais falarei de amor para você novamente, jamais voltaria a dizer tudo aquilo.
Perdemos muito tempo, não sei o que acontecerá com a gente. Tudo bem, não me castigarei mais por ter te perdido, daqui uns tempos, quem será castigo por me perder, será você.
Todo mundo quer que eu supere essa dor, esse trágico amor. Mas por mais que eu esteja pronta para largá-lo, algo muito mais forte do que tudo, me faz grudar nas lembranças. E eu não agüento mais. Nos perdemos e jamais saberei se voltaremos nos encontrar. O mundo me esfrega aquela velha frase clichê que se for, um dia acontecerá. Mas ao mesmo tempo, me esfrega aquela frase de finais felizes não existem. Tudo isso me deixa com um medo absurdo, porque eu realmente gostei tanto daquilo tudo. E eu sinto uma saudade que chega até ser constrangedora, porque acabei se tornando a menina-que-foi-abandonada-por-um-cara.
Eu sei, engano muito bem com esse papo de mulher bem resolvida. Engano extremamente bem com esse papo de sempre-serei-melhor-e-pronto. Mas ainda continuo pensando como será bom saber que você pensa em mim. Ainda continuo sonhando com a sua volta, mesmo que isso seja tão impossível, tão improvável. Não sei mais aonde você está, não sei se sorriu muito ou se chorou, mas não esquece, continuo te amando as cegas e as escondidas – porque ninguém mais quer saber de você - Leve de mim essa dor, menino. Leve de mim esse passado que me atormenta. Leve de mim esse vazio. E se puder, me leve com você. 


Para ouvir se quiser:  Take it All  - Adele

15 de jun de 2011

Futuro



Precisamos crescer. Deixaremos para trás os sonhos, as brincadeiras, os amores de verão. Esqueceremos de nossas conversas, nossos pequenos sonhos e os nossos assuntos importantíssimos, que futuramente, serão apenas assuntos sem importância. Deixaremos dia após dia o que fomos – tornaremos algo que não sabemos bem quem é exatamente – Novos sonhos se acumularão dentro de nós, outros sorrisos e até mesmo, esqueceremos de todas as noites que passamos chorando apenas porque o bonitinho ou a bonitinha não queria saber de nós. Esqueceremos das noites em claro, daquela agitação que a nossa vida havia se tornado, e nossos planos, cadê? Sumiu oras, o tempo apagou. O dia amanhece, a noite caí rapidamente. Ficamos nessa rotina de nunca-mais-nos-falarmos-porque-somos-egoístas. Ficamos nessa brincadeirinha de “Ah, eu o conheço” mas o assunto acaba aí, nada de intimidade, nada de puxar assunto sobre isso. Me conhece? Fico feliz, feliz mesmo. Porque aí sim, não sou apenas uma desconhecida louca (e loira) do seu mundinho tão supérfluo.
Continuaremos nesse joguinho de desprezar, ignorar, abafar o caso até que o tempo nos afaste de vez. Tenho a certeza que posso me arrepender no futuro, mas hoje consigo simplesmente seguir em frente. Você pode se arrepender quando me ver, ou quando vierem falar o meu nome. Você pode até mesmo se perguntar em silêncio o que houve comigo, o que aconteceu com os meus textos e com o meu excesso de amor, que muitas vezes é tido como louco. Pensei até mesmo em procurar o MADA, não queria que tudo continuasse assim, não quero que continue. Simplesmente, cresci.
Deixei os sonhos loucos para trás. Não quero que o mundo acabe – ah, na verdade, tanto faz, mas que não seja o ano que vem – Não quero ser a feliz, a idiota, a retardada que sempre conta historinhas loucas para que todo mundo possa pensar que estou realmente bem. Nada disso, o tempo passou, meu amorzinho. Nossos sonhos foram jogados no lixo, como papéis velhos. Sem histórias, sem nada.
Pensei seriamente o que era realmente Seguir em Frente.  De qualquer forma, o universo conspirava que isso acontecesse para mim. Mesmo que tudo desse errado, a certeza que tinha era que decididamente, precisaria esquecer o passado – pessoas, frases, momentos e atitudes – Precisaria até mesmo conquistar um lugar que pudesse me sentir protegida. De qualquer forma, eu precisava aceitar que esse amor já não cabia somente em mim, ele já me pertence. Por mais voltas que eu desse, sempre voltava para o mesmo lugar. Vivi muitas vezes aquela luta de vamos-esquecer-ou-sofrer. O universo me empurrou para frente – ou alguma força celestial que está movendo o mundo – Sem muitos esforços percebi que ando não crendo em ideal algum, sem sonhos, sem assuntos, com algumas esperanças, mas nada muito grave.
Saberia que esse dia iria chegar. Saberia que de qualquer forma, a brincadeira acaba, o sofrimento se acostuma – dentro de mim, já não há uma dor como antes – Às vezes, aparece um nó na minha garganta, mas não quero ser fraca. Eu não sou fraca, e você que me lê, também não. Precisamos acreditar em algo, não sei o que exatamente. Consigo até me ver em novas situações, sem a espera dele. Tudo bem, essa espera nunca irá me cansar, mas continuarei a seguir minha vida. Irei beber, gritar, dançar e quebrar a cara muitas e muitas vezes. Porque adiar a vida é perda de tempo, só tenho essa certeza. Se ele me amou? Bom, não sei. Gostaria de saber, talvez... ou não, é melhor deixar para lá, igual ele fez comigo. Ele simplesmente me deixou para lá, como se eu fosse apenas uma menina burra, uma menina que não havia potencial algum na vida. E hoje, depois de alguns meses, posso dizer claramente que não me arrependo do tempo perdido. Sei que de alguma forma ele me lê, ele me entende. Talvez, ele não tenha forças para voltar a falar comigo, mas eu sei que não deseja o meu mal. Ele quer me ver bem. E eu sei, eu também quero que tudo aconteça de maneira linda para ele. Ele merece ser feliz, mesmo que não seja comigo. É apenas isso que tenho para falar. 

12 de jun de 2011

Dia dos namorados sem ele




Hoje o amor está no ar e isso me faz querer gorfar. O que aconteceu com a gente? O que aconteceu com o meu amor quase corrosivo? Todo mundo quer que eu te esqueça, também no fundo, quero isso. Desejo isso descontroladamente todas às vezes que acordo procurando meu celular, todas às vezes que em silêncio desejei te ter ao meu lado. O mundo tem lá suas injustiças, e quanto mais o tempo passa, mais certeza disso eu tenho. É injusto você seguir em frente e eu ficar. É injusto tentar amar um cara que sei que não irei conseguir. Não consigo amar quando imploram para isso. E a maior injustiça é saber que mesmo eu ter perdido tanto tempo e você nem ao menos deu o valor por isso. É difícil associar a ideia que precisa de amor mas ninguém pode amá-la se não for esse menino – que te preferiu te abandonar -. É difícil ter a consciência que posso muito bem sair dessa história, mas tem algo muito mais forte que me empurra para ela. Consigo muito bem não pensar em você, consigo até mesmo desejar outros caras, mas esse desejo dura por poucas horas, pouquíssimas horas para ser mais exata. É difícil ter a consciência que eu precisava ser amada por você e não aceito ser por outro, não aceito ser de outro, não aceito sonhar com outro, nem casar com outro, muito menos, escrever para outro. Mas hoje é dia dos namorados. Dia dos abraços incontroláveis, dos sussurros noturnos, dos beijos sinceros – ou não tão sinceros assim – Mas hoje é dia da vida esfregar na minha cara que eu não sigo minha vida e que eu não deixo ninguém me fazer feliz. Hoje é o dia que os presentes chegam, os telefones tocam, o amor é jurado para sempre. Hoje é um dia que eu queria passar com você. Não como namorados, mas como sempre quis. Todos os dias peço isso.  Dizem que é para fazer simpatia com o Santo Antônio. Então: Caro Senhor-Santo Antônio, traga esse menino para mim, se possível, se não for, mande outro.
Cartões postais, cartas, e caixinhas de bombom.  Mais ainda continuo sozinha, como milhares de meninas. Nunca quis namorar alguém que não amasse. Tudo bem, namorei pensando que amava. Minha idealização um dia irá me matar, tenho cada vez mais certeza disso.
Você era o cara que eu queria ao meu lado, mas antes eu tinha mais certeza do que hoje. Acho que finalmente o tempo está passando conforme o tanto que eu pedi em silêncio. E nós nos afastaremos cada vez mais, até chegará um dia que minha memória falhará de vez e mal lembrarei o tom da sua voz ou o do brilho de seus olhos. Chegará o dia que vou pensar que fui infantil e louca demais por escrever esses textos sem ter nada em troca. Seu desprezo, sua indiferença e o seu eterno vazio entre essas linhas são os fatos, são os argumentos, são as lembranças que o tempo vai levando sem se importar, sem pedir licença. Comparar você com os outros virou uma rotina. O seu sorriso é mais misterioso do que aquele outro. A cor dos seus olhos são mais lindos que o daquele outro. Confesso, não agüento mais te ver nessas pessoas que jamais conseguirá te substituir. Mas hoje é dia dos namorados e preciso ficar quietinha, não quero ver o amor espalhado, não quero entrar em contradição, não quero nada, e penso em tudo. Penso em você, na sua vida, na sua personalidade intrigante, e no seu silêncio corrosivo.
Voltei a sair, voltei a sorrir e até mesmo parei de maquiar meu luto. Não irei disfarçar mais. Se não estiver bem, tudo bem, não vou sorrir, não vou tentar fingir que está tudo bem. É cruel saber que há tanto amor dentro de mim e eu não me permito amar mais ninguém a não ser você. É cruel saber que dia após dia vou te abandonar aos poucos, e quando perceber, já estarei longe demais para voltar atrás. É cruel o seu desprezo, o seu silêncio, a sua indiferença sobre nós. Para você, eu já teria seguido em frente. Tudo bem, segui em frente a força e implorando para voltar, mas logo depois percebi que mesmo voltando ao passado, jamais será do jeito que foi.  Mas ainda assim, não tenho tempo para sofrer, necessito pensar no futuro. Só para te lembrar, ontem, se fez um ano que você me mandou ir embora do seu mundo. E há um ano, eu estava chorando, nessa mesma data, me perguntando o motivo disso tudo. Não entendia muito bem, não entendia e aceitava, porque não havia outra solução. Você se lembra? Eu me lembro! Me lembro do meu jeito desesperado e abalado ao dizer que era você o motivo de tudo. Me lembro de quando pedi para você não ir embora de vez, e em lembro de tuas palavras amargas e assustadoras.
Tudo bem, hoje é o dia de reclamar de não namorar. Mas não reclamo, não preciso de namorado. Minha promessa foi feita, e eu não sou muito de cumprir. Ok, preciso seguir em frente, é a lei da vida, e eu preciso aceitar que você foi e que talvez jamais voltará. Jamais voltaremos a ser o que fomos e isso é cruel. O segundo dia dos namorados sem você. Feliz dia dos namorados, meu bem.



Nota : Perdão pela ausência, o tempo está correndo e eu preciso acompanhar. Um beijo, Layla Péres (@_LaylaPeres)


8 de jun de 2011

Você não merece



Você não merece esse amor, esses  textos e esse tempo que perdi. Você não merece minha agonia, aflição ou até mesmo o meu jeito de falar o seu nome – que chega até ser enjoativo, de tão meloso – Não merece o meu amor expansivo e dolorido, nem a minha solidão. Finalmente eu entendi, sou mulher demais para você. Finalmente me bateu uma vergonhazinha na cara e de novo não te procurarei. Por mais que eu tenha o orgulho ferido, preciso criar forças para nunca mais te procurar. Tenho vontade de invadir seu mundo sem muito me importar o que pensará de mim, sei que não tenho mais nada a perder, mas mesmo assim, o restinho da minha timidez e do meu orgulho, conseguem me livrar disso tudo. Nosso amor se tornou apenas meu. Me vi sozinha, sem ter ninguém para amar novamente e também não quero isso. Estou bem sozinha, creio nisso. Seria bom se você estivesse ainda comigo mas como preferiu seguir um caminho tão oposto do meu que acho melhor me calar novamente.Acostumei com minha vida segura, mas ainda assim, complicada.  Continuo desprezando quem me quer e amo intensamente quem me quer longe, é assim que posso viver?
Eu bebo porque perdi amores por aí. Não bebo pela genética, tento virar copos de tequila na esperança que você saia da minha mente, mas é totalmente em vão. O máximo que consigo é pegar descontroladamente meu celular e olhar várias vezes para o visor do aparelho, e fico naquela busca entre ligo-ou-não-ligo. Mas acabo não ligando, acabo sentindo uma aflição que é totalmente fora do comum, uma aflição que arde totalmente dentro do peito, uma aflição com cara de choro aglomerado. E a única coisa que consigo finalmente pensar  : Que se dane, você merece pagar por tudo que me fez.  Mesmo sabendo que não quero isso. Mas lá no fundo, analiso meu orgulho ferido e percebo que alguém precisa causar a dor em você, alguém precisa fazer com que você sinta o que eu senti um dia. Por mais difícil que está sendo, eu não quero isso, quero que você me entenda e pelo menos uma vez em toda vida, me escute.
A dor já não cabe somente em mim. Contagiei a todos com essa dor, com essa espera que você volte – mesmo tendo quase certeza que não irá voltar – Contagiei o mundo pela falta de seu amor, e todos me olham, assustados e admirados de ver o tamanho que é a loucura que reside em mim. Ninguém se assusta com o tamanho do meu coração, mas todos o evita. Eu também evito, não quero que o mundo perceba que  há tanto amor dentro de mim.  Por mais sincera e desapegada que eu seja, sempre espero que você possa retornar. Vivo na espera de num sei o que, vivo na sua espera. Vivo sonhando algo que está tão longe, vivo buscando coisas que possam substituir todo esse amor que reside em mim. E de novo ainda acho que você não merece as lágrimas que derramei um dia. Por mais que eu chorei, hoje, já não posso chorar – estou seca, por mais que eu me esforce, o choro não vem -
Sou leitora quando o assunto se trata de amor. Torço para que não encontre em meio do meu caminho esses casais apaixonados. Quando isso acontece me sinto totalmente perdida. Não sinto inveja, nem nada assim. Sinto a mesma dor só que totalmente mais forte. Porque agora eu sei que quero que você vá de vez. Eu sei qual é o meu problema e sei muito bem enfrentá-lo. Não volto ao tempo, pouco remexo nas memórias, porque elas me doem. Por mais antigas que são, para mim são totalmente recentes, e elas estão passando pela fase de cicatrização. Quanto mais se mexer numa ferida maior será o risco de inflamar daqui uns tempos, a única certeza que eu tenho é essa.
Evito pensar em você, evito até mesmo escrever diretamente. Voltar ao passado dói. E você não merece minha dor. Você jamais se importou com o que eu senti ou até mesmo, com o que eu escrevi. Você não se importou se eu iria me tornar uma vadia ou uma alcoólatra, você não se importou se realmente eu te amava. A única coisa que consigo pensar é que você não merece nada que há em mim. Nem o meu sorriso, nem minha palavra, nem um texto. Mas por te amar de um jeito absurdo, só consigo ficar com dó,  e penso que é apenas um menino carente mesmo sabendo que essa não é a verdade. A verdade está estampada na cara de todos. Não sou louca, todos sabem disso. Sou apenas uma menina solitária que busca o seu amor e a única coisa que consigo querer é que você siga em frente, mesmo que o meu orgulho peça para que te façam sofrer.  Quanto mais o tempo passa, mais certeza eu tenho: Você não merece esse amor, não mesmo.

7 de jun de 2011

A demora



Não tenho tanto tempo para ficar sofrendo por um amor perdido. Um amor que simplesmente me mandou embora como se eu fosse apenas uma menina que mal sabia o que queria da vida. Mas você nunca soube disso: Eu sempre desejei ter você para mim. Eu queria que você me amasse a todo custo, queria te ter por perto mesmo que isso fosse tão impossível, tão difícil, tão dolorido. Quanto mais o tempo passava mais certeza tinha que precisava ser sua para finalmente ser feliz. Aí, depois de muito sofrer e de me ferrar por todos os lugares que andava, resolvi colocar um belo ponto final nessa história de depender de você para tudo nessa vida.  A única certeza que eu tinha era que queria que o tempo passasse logo. O amor foi acabando aos poucos e eu quase não notei isso. Depois de muito tempo, fui esquecendo a sua voz, do seu jeito. Fui me esquecendo de você.  E eu não queria mais nada, só queria reconquistar o meu lugar perdido e o meu amor usado. Não me importava se seria ou não a última ou a primeira, mas eu queria que você percebesse que jamais vão sentir o que eu sentia. Jamais vão te ver do jeito que eu vi, nesse tempo todo.
O problema é que o carinho continuou, então, fiquei exposta ao ridículo. Te procurei para saber se estava tudo bem e o máximo que consegui foram frases curtas e com uma puta segurança. Te procurei mesmo sabendo que logo estaria sendo desprezada de novo, e de novo, e mais uma vez  e mais outra... Não quero mais sentir nada por você, e é sério. Não suporto mais sair a procura dos seus rastros. Não suporto pegar o meu celular e morrer de vontade de ligar. Não suporto te amar. E eu nunca falei tão claramente como hoje. Por mais que eu sinta sua falta, preciso por no meu lugar. Preciso aceitar os fatos, por mai s doloroso que seja. Preciso seguir minha vida, por mais errada que for. Preciso voltar acreditas nos sonhos e nas pessoas. Mas não acredito em utopia, e o amor nos faz viramos utópicos demais. Eu me tornei alguém tão diferente. Me tornei alguém mais intolerante, menos simpática e mais briguenta. Sou briguenta mas ainda consigo ter um pedacinho sensível. Ainda choro vendo filmes, sou uma menina, e por mais exposta que seja, consigo ficar com minhas bochechas coradas. Adoro quando o mundo finge que não me lê. Adoro cada uma dessas pessoas que me entendem e mesmo assim preferem o silêncio. 
Muitas vezes disse que não me importava se você estava bem ou não, mas no fundo, me importava muito. Para todos os efeitos, eu já te esqueci. Sabendo que te amarei um ritmo frenético até não sei quando. Às vezes me esqueço do mal que me fez. Às vezes, consigo até mesmo acreditar que você irá me ligar a qualquer momento. Mas nada disso acontece. O silêncio reina entre nós, e eu continuarei minha vida. Continuarei sendo o que todo mundo estava acostumando: a falante, a doida, a animada. Mas atrás de toda alegria, de todo riso, e de todo falatório, existe uma menina triste, totalmente solitária que não sabe ao certo se quer viver o amanhã.
Minha antipatia aumentou-se porque não suportava mais ter o meu orgulho ferido. A sua indiferença foi bem maior que o amor que eu sentia. Sua indiferença acabou com a minha fé que ainda existia. Queria mesmo que você pudesse voltar, me reconquistasse – eu ajudaria nisso, juro – Mas o mundo segue girando e não sei o que realmente será. Seu desprezo, sua indiferença, mas ainda há sua voz, e seu jeito. O mundo continuará tendo guerra, polêmica, festas. Mas eu não continuarei com esse amor. O amor passa, a sensação de ser desprezada não. A mágoa passa, o perdão vem. A vida continua uma ciranda inconfundível.
Pode até parecer loucura, mas jamais desejei sair dessa loucura chamada de amor. Eu sei que não faz a mínima idéia que seja para você esses textos. Mas você é apenas um menino carente que merece um lugar dentro de mim. Você é um menino mal, que destrói corações, mas que eu quero me lembrar do seu nome e de sua voz. Eu não te odeio. Eu odeio a parte em mim que faz com que eu me sinta apaixonada constantemente. Odeio essa parte sua que vive em mim. Odeio tantas coisas nesse amor que só me faz querê-lo mais. Quero que você saiba que não importa por qual lugar andarei, mas ainda assim, estarei pensando em você. Quero que guarde isso, mesmo que te magoe ou fira seu orgulho : Jamais vou me esquecer do que você me fez sentir, por mais louco que seja. Sinto falta, sinto saudade, sinto uma coisa absurda dentro de mim que só aumenta. Seria tão bom se conseguíssemos substituir as pessoas e suas emoções. Adoraria substituir você. Adoraria olhar somente para frente mas tem algo muito forte que não me deixa seguir e aí vivo olhando para trás, invejando-me a minha felicidade antiga. O destino é trágico, a vida não é fácil e eu pouco tenho escolha. Preciso seguir em frente mesmo querendo voltar. Porque tudo era mais fácil  quando acreditava cegamente que te amava, hoje não tenho mais certeza e tudo pode até parecer mentira.
Vou continuar ignorando essa urgência de te ver, e de ser sua. Não quero bancar a boa menina. Não quero continuar nessa farsa de evita a vida para que tudo volte a ser como era. O futuro será melhor, eu creio nisso.   Eu sei que daqui uns tempos, virarei lembrança e você também se tornará para mim algo que foi lindo mas que precisei deixar. É uma merda, uma grandíssima merda. Tudo demora, e eu odeio esperar. O futuro não vem, o passado não vai. E eu fico no meio entre querer e esquecer. Por falta ou pelo excesso que criei, tudo isso se tornou dolorido e não me faz bem. O futuro, acredite meu bem, será tão bom para você quanto para mim. 

As outras em mim.


Não tenho tanto tempo para ficar sofrendo por um amor perdido. Um amor que simplesmente me mandou embora como se eu fosse apenas uma menina que mal sabia o que queria da vida. Mas você nunca soube disso: Eu sempre desejei ter você para mim. Eu queria que você me amasse a todo custo, queria te ter por perto mesmo que isso fosse tão impossível, tão difícil, tão dolorido. Quanto mais o tempo passava mais certeza tinha que precisava ser sua para finalmente ser feliz. Aí, depois de muito sofrer e de me ferrar por todos os lugares que andava, resolvi colocar um belo ponto final nessa história de depender de você para tudo nessa vida.  A única certeza que eu tinha era que queria que o tempo passasse logo. O amor foi acabando aos poucos e eu quase não notei isso. Depois de muito tempo, fui esquecendo a sua voz, do seu jeito. Fui me esquecendo de você.  E eu não queria mais nada, só queria reconquistar o meu lugar perdido e o meu amor usado. Não me importava se seria ou não a última ou a primeira, mas eu queria que você percebesse que jamais vão sentir o que eu sentia. Jamais vão te ver do jeito que eu vi, nesse tempo todo.
O problema é que o carinho continuou, então, fiquei exposta ao ridículo. Te procurei para saber se estava tudo bem e o máximo que consegui foram frases curtas e com uma puta segurança. Te procurei mesmo sabendo que logo estaria sendo desprezada de novo, e de novo, e mais uma vez  e mais outra... Não quero mais sentir nada por você, e é sério. Não suporto mais sair a procura dos seus rastros. Não suporto pegar o meu celular e morrer de vontade de ligar. Não suporto te amar. E eu nunca falei tão claramente como hoje. Por mais que eu sinta sua falta, preciso por no meu lugar. Preciso aceitar os fatos, por mai s doloroso que seja. Preciso seguir minha vida, por mais errada que for. Preciso voltar acreditas nos sonhos e nas pessoas. Mas não acredito em utopia, e o amor nos faz viramos utópicos demais. Eu me tornei alguém tão diferente. Me tornei alguém mais intolerante, menos simpática e mais briguenta. Sou briguenta mas ainda consigo ter um pedacinho sensível. Ainda choro vendo filmes, sou uma menina, e por mais exposta que seja, consigo ficar com minhas bochechas coradas.
Muitas vezes disse que não me importava se você estava bem ou não, mas no fundo, me importava muito. Para todos os efeitos, eu já te esqueci. Sabendo que te amarei um ritmo frenético até não sei quando. Às vezes me esqueço do mal que me fez. Às vezes, consigo até mesmo acreditar que você irá me ligar a qualquer momento. Mas nada disso acontece. O silêncio reina entre nós, e eu continuarei minha vida. Continuarei sendo o que todo mundo estava acostumando: a falante, a doida, a animada. Mas atrás de toda alegria, de todo riso, e de todo falatório, existe uma menina triste, totalmente solitária que não sabe ao certo se quer viver o amanhã.
Minha antipatia aumentou-se porque não suportava mais ter o meu orgulho ferido. A sua indiferença foi bem maior que o amor que eu sentia. Sua indiferença acabou com a minha fé que ainda existia. Queria mesmo que você pudesse voltar, me reconquistasse – eu ajudaria nisso, juro – Mas o mundo segue girando e não sei o que realmente será. Seu desprezo, sua indiferença, mas ainda há sua voz, e seu jeito. O mundo continuará tendo guerra, polêmica, festas. Mas eu não continuarei com esse amor. O amor passa, a sensação de ser desprezada não. A mágoa passa, o perdão vem. A vida continua uma ciranda inconfundível.
Pode até parecer loucura, mas jamais desejei sair dessa loucura chamada de amor. Eu sei que não faz a mínima idéia que seja para você esses textos. Mas você é apenas um menino carente que merece um lugar dentro de mim. Você é um menino mal, que destrói corações, mas que eu quero me lembrar do seu nome e de sua voz. Eu não te odeio. Eu odeio a parte em mim que faz com que eu me sinta apaixonada constantemente. Odeio essa parte sua que vive em mim. Odeio tantas coisas nesse amor que só me faz querê-lo mais. Quero que você saiba que não importa por qual lugar andarei, mas ainda assim, estarei pensando em você. Quero que guarde isso, mesmo que te magoe ou fira seu orgulho : Jamais vou me esquecer do que você me fez sentir, por mais louco que seja. Sinto falta, sinto saudade, sinto uma coisa absurda dentro de mim que só aumenta. Seria tão bom se conseguíssemos substituir as pessoas e suas emoções. Adoraria substituir você. Adoraria olhar somente para frente mas tem algo muito forte que não me deixa seguir e aí vivo olhando para trás, invejando-me a minha felicidade antiga. O destino é trágico, a vida não é fácil e eu pouco tenho escolha. Preciso seguir em frente mesmo querendo voltar. Porque tudo era mais fácil  quando acreditava cegamente que te amava, hoje não tenho mais certeza e tudo pode até parecer mentira.
Vou continuar ignorando essa urgência de te ver, e de ser sua. Não quero bancar a boa menina. Não quero continuar nessa farsa de evita a vida para que tudo volte a ser como era. O futuro será melhor, eu creio nisso.   Eu sei que daqui uns tempos, virarei lembrança e você também se tornará para mim algo que foi lindo mas que precisei deixar. Por falta ou pelo excesso que criei, tudo isso se tornou dolorido e não me faz bem. O futuro, acredite meu bem, será tão bom para você quanto para mim. 

4 de jun de 2011

Sete meses - Carta



Alfenas, 4 de junho de 2011.

                                                           Querido menino que me desprezou,

Já se passaram sete meses desde que você foi embora. São sete meses de silêncio declarado, de ausência persistente, e de sofrimento evitado. São sete  meses de busca e encontro, de carinho e ódio, de mágoa e amor incondicional. São sete meses de longos anos. Eu sei, tudo anda diferente. Não tenho liberdade para que possa escrever novamente sobre sua ausência e nem a dor que me causou durante esse tempo todo. Esta carta é só para lembrar o que você causou em mim. Não quero te culpar, muito menos te ver mal por isso. Mas quero que saiba que andei sentindo saudade. É verdade, senti saudade. Uma enorme saudade que não cabe mais em mim e preciso escrever sobre isso. Uma enorme saudade constrangedora e que me sufoca dia após dia. Agora passo o dias com calma, sem esperar nada, porque sei que não irá voltar, não irá me ligar e nem me fazer sorrir. É tão difícil te por no passado, é tão difícil saber que dia após dia vou caminhar e saberei que não te encontrarei por essas ruas, por esse país.
Quando você mandou eu seguir minha vida chorei durante uma semana inteira, perguntando o motivo de você ter ido embora sendo que eu te amava. E aí descobri que às vezes é preciso abrir mão de quem se ama. Eu adoraria ter me calado e seguido em frente sem chorar ou até mesmo reclamar. Eu adoraria não ter chorado ou reclamado de sua ausência, mas não foi isso que aconteceu. Reclamei dias (meses), você não deveria ter ido embora, você não deveria ter me deixado sem dizer nada. Na verdade, fui eu que te deixei. Resolvi dar um basta em tudo e aí surgiu o blog. E escrever para você me alivia, escrever sempre foi algo que me deixa melhor. Escrever me faz perceber que tudo não passou de uma bobagem.
Atualmente ando mais feliz do que triste. Não sei o que aconteceu, mas aquela fase de chorar e reclamar sobre sua falta simplesmente acabou. Eu sei que tenho fé em mim, e sei que qualquer dia desses aparecerá um cara que irá me fazer esquecer todo o mal que esse amor me fez. Também sei que você poderá voltar, mas sei que nenhuma ausência em vão. De qualquer forma eu sabia que precisaria seguir em frente, preciso seguir somente em frente. Claro que é difícil, chega até ser sufocante e me sinto perdida mas é a única solução.
Me lembro de vez em quando. Me lembro do que falei e do que você respondia. Você nunca mais me respondeu, simplesmente me desprezou. Mandou ir embora, mandou até mesmo me calar. Continuou lendo meus textos por uma típica obrigação. Você nunca mais respondeu e eu não fiquei triste. Fiquei feliz de saber que realmente seguiu sua vida sem minha presença. Nunca mais me ligou e nunca mais fez com que eu acreditasse em destino, mas tudo bem, aos poucos fui aceitando os fatos.
Às vezes a curiosidade chega: Você se lembra de mim? Se lembra de como nós fomos? Seu coração acelera quando ouve o meu nome? Sente minha falta?
Tenho algumas histórias novas, personagens novos. Queria não desistir de ninguém que possa surgir. Desisto rápido de qualquer amor que possa aparecer. É um erro, eu sei que é. Mas é a única forma que arrumei para me proteger da vida. Por mais que eu te queira por perto, sei que você também precisou seguir em frente
Eu te amei sim, mas não posso ficar me lembrando de tudo, preciso continuar tentando ser feliz, mesmo que seja em vão. Acostumei com essas coisas de ser em vão, em escrever em vão, de tentar ser em vão. Eu tenho sonhar, tento me alimentar dessas esperanças que surgem por aí. Essa carta não é para te fazer chorar e nem de se arrepender do que me fez. Essa carta é apenas para lembrar que eu existo e que sinto sua falta de vez em qual. Já são sete meses, e o tempo passou tão rápido conforme o esperado. Daqui a pouco é um, dois, três anos de sua ausência. Logo mais, se torna trinta, quarenta. Talvez você volte, talvez vá para mais longe. Mas quero que não me esqueça desses textos dramáticos. São trezentos e sessenta e cinco dias sem ele, e já se passaram sete meses.
Feliz sete meses de sua ausência, meu amor. Aproveite seu vazio, aproveite a minha ausência.

Um grande beijo e um chute, só para tentar mostrar que virei bem resolvida.
Layla Péres, ou simplesmente, a dolorida do blog. 

3 de jun de 2011

Encontro e desencontro


Sempre soube que mais cedo ou mais tarde teria que abandonar de vez essa história que me tira o sono. Acordava e queria só ser sua. Que se foda o resto. Eu era sua, caminhava, cantava, contava umas piadinhas só para mostrar para o mundo que ainda continuava sendo sua. Aos poucos esse amor foi me prendendo em um lugar tão triste, muito sombrio e sem sentido algum. E sabia, sempre soube, não nasci para que me deixassem aprisionada dessa maneira. Você não me amava e isso me fazia ficar sufocada com o meu próprio ar. O excesso de amor que senti por você me fez ficar cheia de ar. Mal conseguia voar, sonhar ou qualquer coisa que pudesse demonstrar essa reação bonitinha que havia. E de qualquer forma que pudesse ser, a única certeza que tinha era que queria te encontrar aonde for.
A única certeza era que poderia chegar quem for e ainda assim continuaria sendo sua. Mas aí o tempo foi passando de maneira rápida e eu me sentia confusa. Me senti várias vezes perdida e sem saída.   Mal sabia o que a vida quer de mim, na verdade, não sei o que ela quer de mim.  Você nunca me fez promessa e isso te fez diferente. Você nunca criou planos em cima de mim, e isso só fez com que eu pudesse insistir mais em mais. Fui insistindo em você até não ter mais forças para lutar. Insisti e você jamais insistiu em mim, e tudo isso se tornou muito patético.
Por não esperar muita coisa de todos, no fundo, já começo a  esperar. O ato de esperar me dá agonia. E eu odeio a agonia, aflição ou coisas assim. A vida é frágil e pessoas possuem sentimentos. Me estresso fácil, e desisto mais fácil ainda. Não me importo muito se tudo acabar hoje ou amanhã. Não me importo realmente se você vai voltar ou não. A única coisa que quero é te ver longe disso tudo. Sei que o meu amor te fere, te causa impotência, porque eu sei, estou praticamente implorando para que me ame ou para que volte. Eu quero que você seja feliz, mesmo. Sem cobranças ou choro. Quero que busque tudo aquilo que desejou, quero te ver longe dessa maluquice que criei para que pudessem sentir o mesmo que senti um dia. O meu amor mais passageiro e que se fez aos poucos eterno. O meu amor caótico, estranho e tão lindo. Você é lindo, todas as meninas te acham bonito e comigo não seria diferente, mesmo que eu ainda continue com uns gostos meios estranhos. Em paz, te digo isso. Você não se importou se me fez chorar ou se me fez sorrir, mas eu te falo isso.
É uma pena que tudo tenha se passado rápido. Jamais vou me esquecer do seu sorriso torto e da cor dos seus olhos. Jamais vou me esquecer do jeito que me fez sentir. Não vou esquecer dos nossos sonhos ou das nossas conversas que não havia nenhum fundamento mas ainda tudo isso fazia de você o único entre vários. Você sempre foi o melhor. Meu mundo era seu, eu era sua. Incompleta ou vazia, tudo isso era lindo. Mas o tempo passou, desculpe meu amor, o tempo passou. O tempo passou e eu sei o que me virei. Não foi por sua culpa, foi só culpa do destino. Você foi embora não por minha causa, foi embora pelo simples fato que teria que ir. Apenas isso. O destino mandou você chegar e obrigou que fosse embora para valer.
Não deixo mais a dor me vencer. Consigo sorrir e me olhar no espelho novamente. Não te vejo mais em tudo e nem te procuro em outras pessoas. Aos poucos, a antiga menina que morava em mim foi adormecendo sem medo de acordar. Foi dormindo igual o nosso amor. Ele descansou. Depois de apanhar muito, de chorar muito, implorar muito, o nosso amor está descansando. Ele precisa dormir. E por isso, me dei o direito de ser feliz enquanto você não chega.
Por mais que eu queria continuar escrevendo, revivendo, sofrendo com esse amor. Eu preciso deixar tudo isso de lado. Sou direta, franca e desligada. Pouco vou me importar se você me odeia ou se me ama. Comigo existe os meios termos, mas para me amar não. Ou gosta de mim ou me odeia, e você? Gostou? Eu sei, não haverá alguma resposta porque está tudo muito longe e eu estou cansada de correr atrás. Sempre me lembro de você. Uma lembrança aqui, um jeito igual de falar, ou até mesmo o nome que me chamava. Ainda sinto saudade desenfreada, sinto uma saudade linda. Mas é preciso continuar. É preciso acreditar novamente em sonhos. É preciso dar tempo para que tudo volte a ser como  é. Eu sei, guardo esse amor para que não acabe.
Hoje quero esquecer tudo que passamos, quero persistir nos meus outros sonhos – mesmo que eu pague caro depois por isso – É confuso mas é verdadeiro. Hoje quero esquecer, deixar para lá, anular os fatos e ir correndo atrás de algo que possa valer a pena – mesmo que a alma seja pequena igual a minha – Espero que o tempo voe para que você possa ficar de uma vez ao meu lado. Tudo isso pode até ser triste mas não deixa de ser engraçado. Torço para que eu seja aquela que mude de uma vez sua vida. Torço para ser aquela que você sempre pensa antes de dormir. Torço para que você sinta minha falta. Nosso jeito de dizer sobre o amor sempre foi tão único, tão diferente, que mereceu um lugar mais alto em minha vida. Quando soube que não queria nada comigo, eu chorei. Chorei porque eu sabia que de qualquer forma chegaria um dia que precisaria te esquecer. Chorei porque eu te amava e não via alternativa a não ser ter que seguir em frente.
Quero que você prometa que jamais se esquecerá de mim. Quero que me veja como algo bom que existiu entre sua vida. Quero que se lembre desses textos amargurados mas ainda com pontinhas de esperança que você volte. Escrevi tão abertamente só porque senti saudade. Senti saudade e não quero voltar. Quero seguir porque aí sei que posso te encontrar por aí. Talvez tudo mude, talvez não. O  encontro talvez acontecerá ou talvez a despedida falará por mim. Não depende só de mim agora. Sei que muita coisa poderia ser evitada. Sei que poderíamos ter enfrentado o mundo com isso. Mas deixo a vida ser do jeito que ela quiser.

1 de jun de 2011

Junho


Começou junho, e eu não estou esperando nada para este mês. Se eu esperar, não vem. Então, não me importo se junho vai ser legal ou triste. Não me importo tanto se junho será o dia que você vai chegar. Ufa! Passou! Metade do ano praticamente, metade do ano sem você. Metade de tudo que pude aprender sem você me fez tão diferente daquilo que estava acostumada. Eu aprendi realmente o que é viver. Ter mudado me fez ser o que eu não sabia lidar. Pude enfrentar coisas que jamais pensei que iria lutar contra ou a favor. Enfrentei o meu próprio destino, coloquei minha cara a tapa, e minha mão no fogo por aquilo que acredito. Deixe o lado seguro e fui enfrentar o que eu não conhecia. Enfrentei as pessoas e dessa vez, não abaixei minha cabeça. E eu não sou assim. Não vou abaixar minha cabeça para quem quer que seja. Meu modo é esse: é no grito, na fala, no silêncio.  Não há dor alguma que me faça deixar de ser o que eu sou, posso ser a pior pessoa para ter algum relacionamento, sou desapegada, meu modo é esse, mas quando quero, sei ser grudenta, do tipo que todos os homens se orgulhariam disso. Sou exposta, sou meio gato, desconfiada, tão mineira.
É verdade, junho chegou. E o que o junho quer de nós? O que junho é para nós? Bom, para mim, junho foi quando você se foi realmente. Então, serei dolorida e muito breve. Pela primeira vez, você me mandou seguir sozinha o meu caminho e eu fiquei tão triste, deu vontade de desistir de tudo. Não tenho lembranças boas de junho – nunca tive – O inverno começa, faz um frio enorme, venta muito, e tudo isso me faz ser tão o que eu não sou. Viro algo sensível, alguém que não existe em mim, alguém que na verdade só saí nessa estação. Estou tentando seguir minha vida, mesmo no inverno que sempre me faz dolorida. Estou tentando ficar bem, de uma maneira saudável. Não quero comprar briga, muito menos gritar com ninguém. Quero ficar na minha, não dando importância as outras pessoas que se irritam com o meu silêncio.
O silêncio não é bruto, e a ausência é apenas um fato, um passado, uma lembrança mal contada. Há outras histórias melhores, outras dores, e outros amores. Mas de todos, a nossa história sempre foi a mais linda, sempre foi a mais passageira que dava um pequeno efeito de forever. O tempo passa tão rápido, parece que foi ontem que me vi pela primeira vez escrevendo sobre você. Mas olhe só, já faz quase sete meses que você foi embora. Sete meses, nem eu esperei tudo isso e nasci. Não sei o motivo mas achei legal contar isso. Sou prematura e você sabe. Sou prematura e não sei esperar ninguém. Sou tão isso que às vezes, não sei exatamente o que fui ou o que serei. Tudo me parece fácil mas com as mesmas pontinhas de complicações.
Junho, lindo ou feio. Alegre ou divertido. Torço para que eu consiga te surpreender. Cansei de coisas seguras. Sei que não tenho mais o que perder e por isso, estou aqui, me arriscando. Desde início me coloquei a esse posto de ser sempre a exposta da história, mas eu não ligo. Eu sou assim.
Junho, que você traga tudo que nos falta de bom e que leve os males que aconteceram. Que leve embora o olho gordo, a tristeza e a falta eterna que eu sinto dele. Não agüento mais sentir saudade de algo que não se lembra de mim. Parei com essa brincadeira de acreditar no sempre. Parei de acreditar em promessas. E por isso, evito tudo que possa me fazer mal. Não suporto que possa haver outro choro, outro drama. Não agüento mais que ficam ferindo o meu orgulho. Não agüento mais que me machuquem dessa maneira. Não sou lixo, sei que às vezes, não me dou o valor necessário, mas eu sou assim.  Por favor, junho, que você seja o que os outros meses não foram, mas no sentindo de melhor. Chega de me detonar tanto assim. Chega desse masoquismo. Dei-me a liberdade de pensar em você de vez em quando, me dei até mesmo a liberdade de te procurar como se não houvesse nada, como se nós dois fossemos dois desconhecidos.
Não sei o que vai ser, o tempo passa rápido e pois é, junho chegou. 

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