4 de nov de 2010

O meu primeiro dia sem você, a impressão que o tempo não passa.




Meu primeiro dia oficialmente sem você. Não sei como eu começo um texto que eu evitei fazer durante um ano inteiro, um ano sofrido, um ano que houve entre ele, alegrias e muitas risadas de saber que minha vida amorosa era uma piada. Hoje, ela não é mais piada. Hoje, ela é triste, é sem sentido, não tenho mais vida. Andando pelas metades de sua vida, te conheci bem, e me conheci. Descobri que eu não sou tão frágil como pensava, descobri que sua vida que eu achava linda, magnífica, é um bocado sem graça, não passa de futilidades em mínimas linhas que você não soube se descrever. Houve um momento de nossa história que tudo desandou. Eu desapareci, você desapareceu. Mas na verdade, você que sumiu. Em janeiro, no começo desse ano. Não havia nem mais contato e eu não lembrava a sua existência, eu havia mudado, eu havia me preparado para tudo, ou se não, tudo foi coisa da minha cabeça.
E desandou de novo, desandou, desandou e dessa vez, não segurei a história com as minhas duas mãos, eu não segurei a nossa história. Me apaixonei por outro, mas não digo que foi amor, foi excitação, foi paixão, valeu tudo para tentar te esquecer, mas adivinhe o final, jogue suas cartas e façam suas apostas... Eu não te esqueci, me preocupei em escrever sobre o que eu sentia sobre o que eu achava o que eu me importava, do que me preocupar em me apaixonar. Tinha cabeça pra pensar em me apaixonar? Não, não tenho cabeça para me apaixonar até hoje, depois de um mês do meu fim. Hoje, me fiz pensar em tudo, com a sua permissão em analisar a sua vida. Analisar a minha passagem rápida sobre ela. Não imagina como foi triste para eu saber que eu, sendo que eu fui o centro das atenções, e hoje, fui esquecida em uma página velha e suja, e o pior, rasgada e classificada como comédia, não é assim que você classificou o que eu senti? Comédia? Então, hoje, eu te classifico pior, te classifico como filme de terror que parece que a qualquer momento o Jason aparece na porta da minha casa com sua faca manchete e me mata. Meu primeiro dia sem você oficialmente não espero mais nada, não quero mais nem é esperar. Escolhi recomeçar e deixar tudo para trás, o difícil é que foi só hoje que a ficha caiu. Eu me perdendo me transformei em metade, o ódio, a mágoa, a saudade e o amor continuam inteiros e seria justamente o que é preciso repartir, repartir também não seria o ideal, o melhor seria fugir.
Você foi mais do que meu mundo, foi a minha salvação, a cura que mais tarde viraria a doença, e agora, me sinto fraca demais, não tenho mais forças para falar ou até mesmo para fazer o que sempre me salvou escrever. No começo, foi só negócios. Adaptei-me na ilusão, construí sonhos. Mas ao mesmo tempo, eu queria me apaixonar, não me importasse se fosse por você ou por outro, e a minha escolha errada, o começo do falso amor, me trouxe a dor.
Porque ser metade é difícil, e sem você é pior ainda. Fui deixada sozinha e eu no fundo, acostumei com isso. O tempo passando, você sendo feliz e eu aqui, escrevendo sobre o meu eterno luto sobre você, fazendo com que minha vida comece a se escorrer e eu não estou fazendo absolutamente nada. Sem amor e sem amigas, quer algo pior? Que vida é essa? Eu chorei muito. Chorei por raiva, por mágoa, por amor guardado, por ter te amado demais. Mas desde sempre eu choro, e não houve paz para mim. Mas eu sei que não me permito ter paz, eu não me permito te esquecer. Tudo que me falta é coragem, mas não começar, e dá um medo do meu futuro. O meu futuro que eu planejei e que agora eu caí com eles ao chão e não consigo me levantar. Meu primeiro dia sem você é triste, é vazio. Tenho duas coisas a planejar daqui para frente, minha vida depois da sua partida e a minha vida como está agora, no luto.

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