12 de nov de 2010

A consequência do destino




Uma maior conseqüência do destino é o amor. Seja lá qual tipo de amor e sua intensidade. Quero que você olhe nos meus olhos e sinta a emoção e a fragilidade que nascerá quando eu estiver com a certeza que você realmente existe, e que pensou em tudo nesse tempo todo. Talvez sim, talvez eu te ame de novo e de novo, e infinitas vezes. Sou imprevisível e amo facilmente. Mas as coisas não são tão ruins como antigamente. Não sofri por isso. Sofri por não sentir nada, por ser vazia, por ser oca. Eu escolho sofrer nesse tempo por coisas verdadeiras, sólidas e que vão trazer algo bom para o meu futuro. Não quero dizer que, tudo que eu senti nesse tempo foi uma farsa, foi só um clichê ou algo assim, mas não sofrendo, não te afeta, nem a ninguém, somente a mim. Porque é a minha vida que ficará sem brilho, ficará chata e bastante vazia. Eu ainda acredito no destino. Acredito na lei do retorno, acredito em que tudo terá uma conseqüência no fim. Um dia ele foi, um dia ele voltará se realmente conquistei, voltará sim, mas só se ele quiser voltar. Não obrigo, não mantenho contato, não faço nada. A minha reação a escrever sobre isso, sobre o futuro, não é uma das piores também. Passei há tanto tempo nisso, que é estranho. Um belo dia, a menina loira, se torna morena, ela esquece seu amor, e passa a viver com o coração vazio. Ficaria sem nexo. Sem sentido. Hoje, são nove dias, e 216 sem sentir nenhuma dor.
É estranho, sombrio e triste, assumo. De novo, não quero demonstrar fragilidade aonde não existe. Não quero fingir que sou resolvida, de bem com a vida, e com corpo perfeito. Hoje, a realidade fala mais alto. Empurrou-me na parede e nunca mais quis me soltar de lá. Era uma menina morena agora. Com o coração vazio e com um sonho pela metade. Mas não importa. Eu ainda continuo sendo metade sem você. Ainda continuo sendo superficial, e que se foda. Que se foda esses sentimentos paralelos. Que se fodam as críticas quanto a isso. A vida é minha, o sofrimento é meu e o pior de tudo, o amor também é só meu. Que se fodam.
Talvez, ninguém, jamais, descobrirá a conseqüência do destino. Talvez o destino seja o nosso caminho e acabou. Ou talvez, ele nem seja tão importante como dizem. A vida sempre vai ser formada de escolhas. E de novo, eu prefiro escolher a acreditar em mim, em você, nesse sentimento quebrado, velho, estranho, até o fim. Ou melhor. Prefiro acreditar nesse sentimento, até que um dia, a maluquice se torne estupidez. E eu me torne alguém inteira sem você.

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