1 de fev de 2011

As outras faces de uma face só.



Seria difícil me contentar com toda ilusão que criei dentro da minha própria cabeça para poder vencer esses dias terríveis. Os dias terríveis que pouco a pouco consigo me conformar que deixei de ser aquela menina quando ele se foi, e pouco voltou. Deixei de ser tantas em uma, para ser a que eu sou hoje.
Não quero nem mesmo me dar ao respeito. Interessam-se pelo meu corpo, então, aqui está. Faço academia cinco dias por semana, tenho coxas torneadas, e noventa e oito centímetros de quadril.  Preocupo-me com o meu corpo mais do que qualquer coisa. Quase não como doce, só bebo coisas light e zero. Coca Zero. Nescau Light. A puta que pariu também.  Ganhe ou perca, a escolha é a sua.
Mas por dentro, há uma enorme solidão. Há uma enorme de histórias que se eu começar a parar um por um a contar essa história, com muita certeza, todos chorariam. Por dentro, não há corpo, nem nada, há vários sentimentos. Quaisquer sentimentos que poderão existir há sempre uma pontinha de chance de errado. Esse espírito de azar que me segue, e muitas vezes me impede de tentar algo, porque simplesmente sei o final.  Não quero mais sonhar, não quero me apaixonar, muito menos iludir. Seja direto. Quer me levar pra cama? Então diga caralho. Diga. Estou aqui, não estou? Não mente falando que sente algo por mim, sei suas reais intenções.
Para que forçarmos um falso sentimento? Para que ter essa mania de querer conquistar com palavras, mas jamais mostrará alguma atitude? Para que fingir que existem várias chances, sendo que não há nenhuma para poder mudar de rumo? Para que? Para mostrar que você é bem resolvido? Talvez.
Não sou tão velha, não tenho tantas histórias, mas conheço algumas. Tenho alguns amores que jamais corresponderam as minhas expectativas. Tenho amores que é melhor esquecer e virar a página, e ainda colá-la para jamais voltar ao passado.  Às vezes, é preciso colar a página que tudo foi escrito como algo bom, para jamais voltar nela. Para jamais sentir a porcaria de nostalgia. Pareço-me resolvida, não pareço? Pois é, mas não sou, e tenho a impressão que jamais serei.  Pareço-me moderna, não é? Mas ainda acredito em tantas coisas antigas, que prefiro não comentar.
Não queria nem mais pensar assim, não queria nem ao menos ter certeza que já não tenho mais nada a perder. Nem moral, nem ninguém.
Sinto falta de acreditar em coisas que um dia acreditei e que hoje, por ironia do destino não acredito mais. Sinto falta da minha involuntariedade de poder dizer que eu amava aquele menino, aquele menino que se foi e nunca mais soube dele. Sinto falta do que já fui um dia, e já comecei a sentir falta do que eu poderia ter sido.  Sinto falta de tantas coisas.  E olhe que nem sou tão moderna assim...
E não consigo me acostumar com certas normalidades de hoje. Não consigo mais separar amor e sexo. Amizade e carinho. Fé e Força. Existem coisas que nasceram para ficarem separadas para depois não ter um problema mais. Mas como seria bom se pudessem de vez em quando juntá-las. 
Vamos, vamos por um vaso de flor nessa mesa vazia, ou melhor, dizendo, vamos tentar por algo bonito nesse coraçãozinho tão descrente. Vamos tentar não criar expectativa. Prometo que vou tentar. Vamos tentar sorrir novamente. Vamos tentar nos dar o valor. Vamos, vamos, vamos. Um dia chegará O grande dia. Vamos . Eu vou e você? Fica ou vai?

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