18 de fev de 2011

Hoje


Hoje, eu sou sua. Hoje, quero esquecer os males, das tristezas, das insônias. Quero lembrar-se de coisas lindas que aconteceram, quero me lembrar o quão feliz era de saber apenas que existia um menino quase-príncipe pensando em mim. Você é um príncipe, tem as características de um, mas em um passe, o príncipe virou um sapo lindo. Não é enganação, nem estou ficando louca.  É só um modo divertido que encontrei para retratar a dor que reside em meu peito.
Hoje, já não quero me lembrar de mágoas, não quero vingança, não quero ficar lembrada como algo paralelo em sua vida. Hoje, queria ser muito mais que lembrança. Queria ser muito mais que uma simples personagem em sua história. Queria ser a sua própria história sem fins e sem explicação alguma, se é que pode se explicar quando o amor realmente existe.
Estou lidando com as palavras e isso é tudo, estou escrevendo e guardando os meus contos para que mais tarde possa mostrá-los como a prova viva de tudo que já aconteceu em minha vida. Estou lidando pouco a pouco com a dor, e eu não deixo ela me vencer como antes, estou aprendendo a lidar com os meus piores momentos e estou buscando os melhores assuntos, as melhores músicas, e as melhores pessoas para não me parecer mais vazia do que já sou.
Eu sei, não existe nada de novo em mim, me sinto com uma velha, me sinto como se eu já estivesse morta só que não me avisaram. Me sinto não sei mais nem como posso descrever como ando. Nada mudou, tudo continua a mesma bela merda, tudo continua o mesmo vácuo, e a mesma história de novo.
Torço para que eu canse logo, torço para que acabe, torço para que jamais recomece, torço para que tudo seja lembrado, mas torço, torço muito para que você chegue. Mas quer saber? Se isso acontecer, nem sei ao menos como agir, não sei o que falar, nem ao menos terei coragem de poder olhar-te.
Sabe aquela música do Paralamas do Sucesso chamada Lanterna dos afogados? Então, ela me retrata, ela diz perfeitamente a minha noite. É uma noite longa/Para uma vida curta. É exatamente isso, não sei até quanto tempo viverei, não sei até quando conseguirei suportar isso que no fundo só corrói com as minhas certezas e apaga os meus sonhos, como se houvesse uma liberdade a isso.
Eu sinto medo quando não há mais nada a se temer, eu sinto frio no verão, e aqui o sol brilha, brilha forte, e queima minha pele e eu dispenso o protetor porque quero provar que sou forte.  Não quero mais correr em círculos, não quero mais contar uma história que todo mundo já sabe. Não quero acordar no meio da noite, desesperada, procurando um sinal de vida. Já não quero essa vida que ando levando.
Busco palavras que já não tem mais significados e muito menos coerência, procuro coisas perdidas há anos, há longos anos. O tempo corre e ele me esqueceu.
Porque aqui é o único lugar que posso lembrar e relembrar de você sem mágoa ou sem nenhuma chance de esperança. Aqui é o único lugar que será lembrado futuramente.  Ultimamente voltei a pensar em você, não quero relembrar, muito menos voltar ao passado, mas hoje acho que aceitaria você de volta, sem vingança ou sem drama.
Hoje, queria recomeçar, hoje poderia até te ligar. Mas não sei como será amanhã, nem depois. Tenho tanto medo da sua reação menino. Não é horrível o que sinto, não é nada perigoso, é até ao contrário, o que eu sinto é extremamente puro, sem intuito de poder roubar o lugar de outra pessoa.
Esses clichês que dizem que tudo no final da certo, essas músicas de Renato Russo falando ao meu ouvindo que Quem acredita sempre alcança, só me faz com que tenha mais fé em algo que está tão longe, está tão intocável, está tão...tão...tão...indescritível.
Mas tudo isso me deixa sensata demais, e eu nunca fui sensata. Tudo isso me deixa um quanto realista e eu jamais consegui ser. Tudo isso me deixa mais confusa e desiludida do que já sou. Tudo aconteceu quando você foi embora, e continuará acontecendo enquanto a sua volta não acontecer. Mas não escrevo isso querendo que você volte. Escrevo isso para que você possa entender que você transformou uma vida que era organizada em uma vida de caos. Escrevo isso para que você lembre que o infinito existe quando se acredita nele, e que um dia ou outro, te encontro por aí, e que o hoje se tornará eternamente. Mesmo sabendo que o eternamente não existe, mas você me conhece e sabe que adoro essa história de dramatizar o chato. Você me conhece e sabe que no fundo tudo que eu digo é de coração limpo e aberto, e lá no fundo, algo me diz que você voltará, mas só não sei quando, e nem onde estarei, mas você sim vai chegar. Sou louca, eu sei. Mas não sou bipolar, bipolar é uma doença e ultimamente todo mundo virou isso, já reparou? São apenas fases, e você, foi a melhor fase de minha vida. Hoje, você é meu tudo, e um dia, o tudo vira nada, e o nada, vira apenas... Vira o que mesmo?

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Um comentário:

  1. É impressionante como a gente quer estar perto, como a gente falta, e como sabemos o quanto faz mal. Coração e pensamento se unem e acabam com a gente. Porque pode ser o maior sentimento do mundo, mas ficar de mãos atadas sem saber o que falar ou o que fazer, é uma tortura. Parabéns!

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