13 de mai de 2011

A ausência persiste




Minha vida é curta, não tem grandes emoções, não tem grandes aventurar ou amores arrematadores. Não está tudo bem, uma falta absurda de tudo que aconteceu e que jamais vai voltar. Você não vai voltar, tudo o que passamos não voltará, nem a sensação que tive irá voltar. O futuro não é mais planejado por mim, não ligo se for ou se não for. Não me importo se serei uma médica, uma dentista, ou até mesmo uma escritora. Não me importo se meu destino é ser sozinha, mesmo morrendo de medo dela. Não me importo se vou chorar agora ou se vou sorrir. Não me importo mas esqueço que estou me importando muito com tudo isso. Tenho vontade de sair por aí contando minhas dores, sair por aí, sem vergonha alguma de chorar como se não tivesse mais nada para perder. Uma vontade de debruçar em um desconhecido e saber que ele não vai contar para ninguém, e assim, se sentir mais aliviada. Debruçar em alguém e ficar horas e horas falando porque isso tudo me dói. Quero que o tempo passe rápido demais, preciso me aliviar. Quero me debruçar em alguém sem medo de ser taxada de louca ou masoquista.
Tudo estava tão bem, mas aí volto a ser o que já não era mais. Um nó insuportável na minha garganta e não tenho para quem ouvir. Me sinto desorientada e sozinha.  A única coisa que sempre soube era que precisava seguir em frente mesmo que tudo desse errado. Sempre soube que essa dor atolada no meio iria passar. Mas tudo parece tão interminável. Esse sofrimento nunca parece ter fim. O amor também não. Fico me imaginando vivendo, sendo totalmente sua. Nada de encontros pelas metades, nem falas com mensagens subliminares. Escolhi me arriscar, ninguém me disse que seria muito fácil, ninguém me disse que também sou correspondida. Mas mesmo assim, dei minha cara a tapa. Sou ridícula por te amar, mas sou forte o suficiente para continuar sorrindo, e fazendo todo mundo sorrir. É sempre assim, passa todos os dias, sempre passa. Mas volta com uma pequena lembrança onda, mas logo se torna uma maré. Tudo isso me ocupa, me cansa, me faz desistir constantemente. Com pouquinho de esperança, ainda te espero. Não na obrigação de que você tem que voltar, mas como se isso fosse uma lei de vida. Você se afastou, e eu concordei. Você me abandona cada vez mais e eu só aceito. Sem revolta, sem negar, eu aceito. Não choro mais por isso, seria ridículo chorar por algo que se perdeu há tanto tempo. Mas de vez em quando não consigo evitar, de vez em quanto, a confusão desse sentimento não cabe mais só em mim, e aí, tenho que expor.
Olho para o lado, olho para frente, e para trás. Sinto saudade, sinto nó na garganta e estou tão sozinha. Ninguém quer me entender, e escrever já se tornou cansativo. Continuo achando tudo falso. Continuo achando que o mundo não funciona do jeito que deveria, e tudo continua sendo tão banal. Minha alegria é o grande disfarce. Eu sorrio constantemente, conto piadas, danço, canto horrivelmente, sou a garota mais feliz, mas por dentro, o podre é gigante. Por dentro, estou cansada de sorrir, de cantar, de ser o que não sou. Por dentro, sou podre, sou sozinha, sou uma menina assustada. Sou sofrida, e não tenho tanta experiência com a vida. Sempre tive medo de ser o que nunca quis. Preciso me curar dessa loucura, preciso esquecer e seguir em frente. Você fez isso, e eu preciso criar forças para também fazer.
Nunca quis aparentar A fraca. Nunca deixei transparecer o quanto faz a tua falta em mim. Tento não pensar, tento seguir em frente, e até acho que consigo. Eu só queria que tudo acabasse. Não suporto mais viver com aflição, nem com essa dor atolada dentro de mim. Não agüento mais ser o que não sou, e nem tentar suportar o que eu não consigo. Te amar nunca foi fácil, e viver com sua falta foi mais difícil. Ninguém sabia que te amava, tudo foi em sigilo, tudo foi apenas escrito e ninguém precisaria reler os artigos. Nunca foi fácil, e por gostar tanto de você, eu resolvi enfrentar o mundo. Veja só, passou muito tempo. Não tenho o direito de infiltrar na sua vida, mas te daria o direito de infiltrar novamente na minha. Passou-se muito tempo mas ainda continuo a mesma.


Ps: Não postei ontem porque o blogger resolveu não funcionar, e assim, não teve jeito mesmo de postar. Sinto muito! Esse texto estava pronto desde ontem...e mais de noitinha haverá um post novo, como se fosse o verdadeiro 13 de maio. Tudo bem ?! Beijos .  @_LaylaPeres

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