29 de abr de 2011

O amor e suas maluquices



O amor tem lá suas coisas e você fez parte. Foi o que me fez sorrir e sonhar e até mesmo em imaginar o meu futuro. Hoje foi o casamento do príncipe e eu nunca quis ter sonhos ocultos com ele. Isso me faz ser uma menina bizarra? Pois bem, se sim, sou bizarra, mas mesmo assim, me deu uma pontinha de dor só de saber que o amor existe, que toda a fofura e o bom senso ainda continuam nas cabeças das pessoas e isso me deixa triste, porque para mim, o amor acabou, acabou de ver. It's over.
Percebo o que já perdi e o que estou perdendo aos poucos, nem tudo que perdi foi horrível, foi sofrido. Eu tenho vontade de me afastar de tudo, como se cada uma dessas pessoas que estão em minha volta poderiam e poderão me magoar. O amor ainda existe e todo mundo sabe. São letras de músicas, poemas, dissertações, todas juntas ao mesmo tempo me lembram que o amor existe e que sou uma fraca por evitá-lo e até mesmo por destruir tudo que me envolveu um dia. Notou a diferença, menino? Você me fez ter mais medo do que eu já tinha, mas ao mesmo tempo não foi culpa de ninguém. É algo particular, é algo que me vem desde pequena. Síndrome de quem acredita que todos os homens sejam iguais aos nossos pais. Eu tenho medo de encontrar um homem que seja igual o meu, e assim, endureci.
Nunca acreditei em príncipes, em homens perfeitos e assim, agradeço minha mãe por sempre me alertar. Mas o que você tem com isso? Também não sei. É um frio absurdo, uma vontade absurda de se afastar mas ao mesmo tempo de voltar acreditar no amor. Só não quero ser vista como fraca, mas sou covarde por negar qualquer amor, paixão, ou qualquer coisa intensa que poderia surgir.
Não tenho medo do futuro, não tenho do que posso me tornar. O amor que eu pude sentir por você foi fácil, e isso me fez jogar as minhas cartas e apostar meu coração, mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde eu iria sofrer. Nunca me importei pelo fato de sofrer, muito menos de amar, mas parece que quanto mais você vive mais você aprende, e assim, acho que virei uma escritora. Escrever me ajudou e me alivia, consigo viver mas também consigo escrever estórias, e só peço que a melancolia dos meus textos ou o amor exagerado que senti, um dia volte. Não há o que reclamar, não há porque de exagerar ou de querer dar volta por cima. A dor é conseqüência de um ato, a dor é responsável da desistência. O amor trás a dor e desistir nunca foi um atitude que eu queria tomar, mas não tive outra escolha. Eu desisti de você, e isso foi difícil. Desistir de algo que sempre quis muito e isso se torna tão sombrio, tão vazio. Implorei para não ver amor demais nas pessoas, implorei para não ver ninguém se amando na minha frente. Mas foi em vão, por onde andei vi apenas casais, casais felizes. E aí senti um pouquinho de saudade, saudade de algo que não vivi e de algo que aconteceu entre as pequenas linhas de nossa história. Uma saudade, um frio, uma vontade inocente de sair por aí sem pensar em voltar ou sem pensar em ser o que fui.
Esperei você voltar mas também esperei que tudo acabasse de uma vez, só para amenizar a dor. E assim foi feito. Realmente não era para acontecer, realmente era para acabar. E não há quem consiga vencer o destino. O amor, aí o amor, ele é uma praga, ele é uma coisa de maluco, mas como é bom amar. E aí, me lembro que o amor é dessas coisas, é nele que a gente se entrega, é nele que há a maior demonstração de pureza e de fraqueza. Me perguntam o motivo de te amar, e eu não sei. O mistério é esse, é procurar amor até encontrá-lo. Amor e suas maluquices, amor e suas complicações. Amor é tão amor, e isso se torna tão puro, que ainda penso que há pureza. E ainda assim, ainda acredito no amor, nessa paranóia, nessa loucura que consome aos poucos, e ainda assim, sou feliz. E ainda assim, continuo a sonhar, imaginar e querer. Porque eu sei que às vezes, uma coisa impossível se torna possível. Porque eu sei que tudo fica melhor, um dia.

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Um comentário:

  1. "O amor, aí o amor, ele é uma praga, ele é uma coisa de maluco, mas como é bom amar. E aí, me lembro que o amor é dessas coisas, é nele que a gente se entrega, é nele que há a maior demonstração de pureza e de fraqueza." :j
    Tão meu s:
    Lindo teu blog mulher, vou voltar aqui sempre, e te seguir pelo meu blog. beijo linda.

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