12 de abr de 2011

Hora de crescer.



Tudo era mais fácil porque havia ele, eu era apaixonada, e ele o desiludido. Eu era a menininha e ele o adulto foda, de uma vida foda, e uma personalidade mais foda ainda. Eu era minúscula, pouco visível ao olho nu. Eu era uma menina e não sabia que um dia iria crescer. Na verdade, sabia que qualquer dia desses me depararia com outra personalidade. Porque cansa ser inútil, porque eu cansei de ser desprezada, porque eu cansei. Não quero que ele sofra por eu não o amar mais. Não quero que o mundo dê voltas. Não quero nada, sério. Com o coração aberto e limpo. Com o coração aberto e sincero, digo sem medo. Eu o amei, o amei muito. Mas chega um dia que não se pode evitar algo que está para acontecer a tanto tempo. Nunca se evita algo inevitável, nunca se evita a vida.
Sabia que precisava só crescer e aceitar. Aceitar os nãos da vida, os sins, as pessoas. Crescer e aceitar os momentos que já passaram, e aceitar que tudo acabou. Era aquela briga entre o que eu seria e o que eu cheguei a ser. Era uma briga entre o meu querer e o meu poder. Era uma briga que não parecia ter fim. De qualquer maneira, era preciso aceitar que ele vive sem mim. Ele consegue ser feliz sem a minha presença. E por que não poderia ser ao contrário? Por que eu não poderia ser feliz sem ele também?
Não vou me sentir mal porque você não me ligou. Não vou me sentir mal porque eu vi um comentário de uma menina no seu facebook. Não vou sentir mal porque você jamais me amou. Vamos andando pela frente, não esquecendo o passado, mas não querendo voltar para ele. Eu me lembro de tudo, mas não quero voltar. Quero seguir, quero conhecer pessoas novas, ter novas emoções. Saber o que é realmente um amor correspondido. Claro que me dá uma afliçãozinha de lembrar que você prometeu me ligar e nunca mais me ligou. Claro que me dá uma raiva por você não ter me dado valor. Mas o que eu posso fazer? Nada. Tudo que eu poderia fazer já foi feito.
Passou o medo do futuro. Joguei as cartas, entreguei os pontos. Mas não me dei por vencida. Nunca me cansou tanto como agora. Cansei desse amor banal, desse quase amor ridículo que criei só para tentar entender o que havia nos separado. Cansei de você. Você não passa de um menininho bobo, e dessa vez, eu sou a adulta. E sofrer por um Amor assim é coisa de criança. Crescendo, crescendo. Cresci. Chega. Passou. Respirei aliviada. Não me sufoquei com o ar. Nem quis te ter por perto. Mal penso em você. Crescendo, vamos menina. Vamos crescer. Vamos esquecer o sofrimento, e vamos sorrir.
Não fui feliz, mas também não fui infeliz. Fui o meio termo. E sinceramente, odeio meio termo. Sou ou não sou. Te amo ou te odeio. Me renovo a cada dia, não por medo da dor, ou de chorar. Mas renovo porque quero ser melhor. Me renovo porque eu quero que o tempo passe. E talvez, o tempo já passou. Só falta aceitar isso. Mas aceito, no fundo, aceito. Passou.
De qualquer maneira, eu queria era crescer. De qualquer maneira, eu queria aprender. E aprendi. Eu aprendi sim, os amigos somem, o tempo muda, os amores adormecem mas jamais se acabam. Eu aprendi no pior método da vida. Eu aprendi na base do sofrimento.
Tudo que é desnecessário prefiro jogar fora. Tudo que é errado, eu prefiro me afastar. Infelizmente, aprendi evitar o amor. Infelizmente, eu aprendi como é fazer alguém sofrer. Tenho táticas, tenho métodos. Infelizmente, ele sumiu, mas felizmente, eu melhorei. Tantos (in)felizes numa vida só, que mal sei como continuar. Infelizmente ou felizmente, estou melhor e o amor passou.
Não adianta querer voltar atrás, nada vai voltar a ser como já foi. O nosso tempo acabou, e eu precisava aceitar isso. E eu aceitei. Aceitei que o tempo mudou. Aceitei que eu cresci, e que não poderia levar isso para o meu futuro. Aprendi, aceitei, cresci, mas o amei. E eu jamais negarei isso. Porque não pode negar o que fomos, podemos negar o que deixamos de ser, mas não podemos negar o que chegamos a sentir. E eu não nego. Eu aceito. Eu confio. Eu vivo querendo ser melhor, escolhendo sorrir. Escolhendo continuar, escolhendo ser melhor. Esquece o passado, esquece a dor. Viva o hoje, esquece, esquece, cresce, aceite. Chegou a hora. Hora de deixar de ser uma criança, chegou o momento de crescer.

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Um comentário:

  1. amei ..paresce que voocê falou por mim o que eu nao conseguia expressar.....só espero que passe realmene..poque doi muito!

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