1 de ago de 2011

Agosto


Agosto mês-do-desgosto. Agosto que o mês que ainda está inverno. Agosto que o mês que não tem feriado e parece que os dias são intermináveis. Agosto que não tem amores, nem sussurros. Agosto que não vai me trazer o menino que me deixou e nem vai me levar para perto do meu cretino. Agosto, apenas agosto que não suporto, e que me leva de volta ao passado constantemente. Agosto dos abraços quentes, das provas de química, e dos suspiros. Agosto que me tirou e trouxe tantas coisas. Agosto que faz o Leão se tornar Virgem. Agosto que faz ventar muito. Agosto que logo vem setembro e me lembra que logo estarei mais velha. Agosto que arrepia. Agosto que talvez nem seja tão mal assim como todos pensam que ele seja. Particularmente, odeio agosto.  De uns anos para cá, esse mês tem certa carga no que sou e na minha história. Mês do dia dos pais, aí lembro que já não tenho mais o meu por perto e ele não receberá o meu abraço. Mês em que os dias são intermináveis e cansativos demais. É uma correria entre escola e sua vida pessoal. Passarei o mês inteiro sem um amor fixo. Procuro como enfrentar esses dias terríveis e Caio Fernando Abreu me manda inventar um amor, então, vamos lá. Inventarei um amor com cara de passageiro, nada fixo, nem sofrimento, muito menos cobrança. Um amor com cara de não-amor.
Mais da metade do ano passou, ainda bem que passou. O que aconteceu com a gente, eu não sei, mas voltar atrás não é uma prioridade. Estou cansada de ferrar comigo. Estou cansada de ser tão masoquista. Não vou ter muito tempo para sofrer por você, há um futuro pela frente e eu preciso correr desesperadamente atrás dele. Há um futuro que não sei será do jeito que espero, mas tudo bem, sem cobranças, aceito tudo que está acontecendo. Não é que estou me desvalorizando, é que não dá para continuar sofrendo. Não dá mesmo. E agosto, tudo muda, a intensidade aumenta e tudo continuará muito mais insuportável do que já está. Escrevo sem pretensão de nada, escrevo ouvindo uma música da banda Luxuria, no computador e que fica me dizendo que é para dar uma chance a vida. Talvez seja isso que preciso. Talvez eu precise dar uma chance para a vida e para o destino.
Exagerei demais, fui do luxo ao lixo. Foi difícil recomeçar. Foi difícil traduzir sentimentos em palavras, mas hoje, entre trancos e barrancos, consigo ser o que sou. Estava disposta a passar de cima de qualquer pessoa para te esquecer, e hoje, depois de muito tempo, só vejo que estava atormentada. Agosto chegou, meu amor. Agosto chegou e eu sei que vou sofrer muito mais nesse mês, mas ainda assim, preciso evitar. Não evito, deixo acontecer lentamente. Sem freios, com algumas despedidas, mas tudo bem, talvez seja essa nova fase. Torço para que eu não seja tão cruel comigo ou com os outros. Quero ser melhor esse mês. Quero enfrentar a dor. E faço um esforço enorme para poder sair dessa dor. É agosto: o mês dolorido, sofrido e não muito sonhado.
Por não esperar nada, acabo esperando alguma coisa. Essas minhas esperas são intermináveis, mas dessa vez quero fazer tudo diferente. Não espero que esse mês mude minha vida. Não quero encontrar algo perdido, nem tentar achar algo que jamais foi encontrado. Só quero ficar cada vez melhor, sem me deixar levar pro problemas. Por mais que eu sinta a falta do menino, a vida precisa seguir. Não espero nada desse mês que começou. Não espero que a dor passe, nem que eu encontre um cara que faça a minha vida mudar totalmente.  Não espero que entre pela porta do meu quarto e diga que descobriu que me ama intensamente. Não quero sonhar com aqueles que deixei ir. Não quero me culpar pela palavra mal falada ou mal interpretada. Não quero sofrer por aquilo que poderia ter sido e que jamais aconteceu. Não quero ser  mesmo. Não quero ver agosto mais triste do que ele já é.
Só espero que esse mês que começa traga tudo que desejo.  Espero que ele comece de uma forma cativante, com menos drama, e menos amor. Quero que agosto possa me trazer paciência, paz, abraços, festas, e uma dose de tequila.

Ps: Agosto, seja bem vindo!
Ps²: Como as aulas voltaram, volto a abandonar um pouco a dor, mas espero que vocês não me abandonem.
Ps³:  Dê uma chance pra vida te mostrar
Um jeito menos doloroso de se despedir.
Não seja assim tão duro amor com as palavras.
Lave bem as suas mãos antes de se decidir.
Tira essa lama das botas
Antes de me dar as costas .  (Banda Luxuria)
                                                                                                               Story of farces - Tumblr


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2 comentários:

  1. adorei o texto e o blog,
    te seguindo '

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  2. Jessica Barbosa13/08/2011 21:24

    Adorei, nunca tinha visto seu blog e me indentifiquei muito! tá de parabéns =)

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