18 de jul de 2011

Quem mesmo? It's me!





Não quero me apaixonar, e nem fazer planos em cima de ninguém. Sou virginiana, mas no fundo, tenho um pouco dos leoninos. Sou sonhadora, e assim, não se pode ser totalmente virginiana. Virginiana é segura, bem resolvida, organizada. Eu sou a bagunça em pessoa, a única coisa que tem mais ou menos a ver com tudo isso, é que sou perfeccionista em algumas coisas. Não gosto que me aprisionem, não gosto que me proíbem. Quanto mais difícil possa parecer quando dou por mim, estou lá tentando fazer o difícil se tornar fácil. Odeio não saber das coisas. Se perguntam se estou bem, preciso realmente ter a certeza se sim ou não. Sou individualista e egocêntrica, pouco ando me dando o valor. Não gosto que ficam ferindo o meu orgulho, isso me deixa mal. 
Sinto atração por aqueles que são meu inferno astral. Gêmeos, Peixe e Touro, que são minhas supostas atrações, não estão na minha lista. Na verdade, gêmeos sim, conheci um menininho lindo, cheio de vida, de luz, mas ele se foi, então, desencantei. Difícil por difícil, prefiro o meu bom e velho amor guardado por aquele que foi embora mas que nunca foi embora totalmente. Vou contar uma coisa, sou uma eterna apaixonada por não sei quem. Quando dou por mim, estou fazendo planos paralelos com alguém que vi uma, duas vezes. Tenho forte tendência a loucura – fora a depressão que sempre reside em mim - 
Não tenho vícios perigosos, apenas o de amar demais. Acho que esse é o meu maior problema. Não sei ser simples, nem sei amar pouco. Tudo isso me leva demais, me cansa demais, me deixa pesada demais e inacreditável demais. Tudo demais, e eu querendo ser pelo menos uma vez na minha vida menos. Cansei de ser a louca, a covarde e a devastadora de corações alheio. Todos os meus amores infernais seguiram em frente. Do feio ao que destruiu os meus sonhos. Absolutamente todos estão sendo felizes. E eu fiquei para trás, sem medo e sem paranóia alguma.
Sou dessas que te entrega os sonhos, as dores, as pessoas, a vida, literalmente em suas mãos. Sou dessas que poderá te acusar por um erro, mas poderá te elogiar por algo incrível que você fez. Sou a louca que poderá ser compreensiva, mas que ainda assim será a louca. Sou a triste, depressiva, que poderá te fazer sorrir por horas e horas mas que quando chega em casa realmente se transforma no que é. Eu sei sorrir quando estou triste, sei me fingir de triste quando estou feliz. Por isso, sei ser várias em uma só. Pouco sei quem eu sou e pouco faço questão de saber o que realmente quero. Vou contar e recontar milhares de vezes a história que me marcou e assim, quero que me contem outras histórias.  Cansei de criar planos e de querer algo impossível. Quero algo calmo que possa me trazer algo diferente. Nada dolorido, e nada tão ele – o menino que me deixou para trás -  Não sou bem resolvida, não sou a mais bonita e meu cabelo às vezes é horrível, mas sou essa que irá te ouvir, e irá te dar os melhores e piores conselhos. Te ajudarei a enfrentar o medo, e te ajudarei a suportar a dor. 
Na verdade, sou o que quero ser. Posso ser a louca, a carente, a dominadora. Posso manipular, posso me arriscar, posso até enfrentar o meu passado. Mas jamais deixarei de ser o que sempre foi. Jamais vou esquecer de como lutei para esquecer pessoas e de como consegui sobreviver a cada perda. Sou Layla, tenho dezessete anos, virginiana, sonhadora e muito complexa. E você? Quem é você? Qual é o seu papel na sua história? Se a dor vier, deixe que ela venha. Somente com o sofrimento aprendemos o que é o melhor. Quando a dor chegar, você saberá exatamente o que fazer. Sou sofrível, às vezes. Mas também sei ser cafajeste, e desapegada. Vou confessar algo. Eu deixo que me usem. Errado não é? Eu não me dou o valor, exatamente. Mas não me importo, minha essência é essa. Sou o grito, sou  o choro, o desespero, o problema em pessoa. Mas sou o carinho, a paz, e um pouquinho de sanidade. Afinal, quem consegue ser normal por completo? Quem consegue andar por aí conseguindo dizer nome de todas as pessoas sem deixar a tristeza chegar? Sinceramente eu não consigo.
Eu sou isso, sou o que você vê e o que sente ao me ler. Sou o teu texto, sou o último parágrafo. Posso ser o título mas posso ser apenas uma vírgula. Posso ser tudo, posso ser nada. Posso ser simplesmente o que acostumei sendo.  

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